Não basta apenas ter uma grande idéia. É preciso transformá-la em dinheiro para ter a garantia de sucesso!
“Um produto não é um produto até que seja vendido.”
Ted Levitt
Thomas Edison inventou a lâmpada, mas não inventou a energia alternada ou AC. Thomas, o Edison, descobriu um sérvio chamado Nikola Tesla que a havia descoberto e o contratou. A descoberta de Tesla foi mal negociada entre ambos. Brigaram e Tesla associou-se a Westinghouse. Este último ofereceu-lhe uma proposta bastante rentável.
Como Tesla não registrou sua idéia outros a reivindicaram e o nome de Tesla se perdeu na confusão. Westinghouse acabou vendendo a patente da descoberta para J.P. Morgan. Este convenceu Westinghouse a desfazer o negócio com Tesla que aceitou 216 mil dólares (à época) em vez dos 12 milhões de dólares que valia sua descoberta. Mas os problemas de Nikola Tesla não ficaram por ai. Guglielmo Marconi, conhecido por ser o pai do rádio, na realidade foi apenas padastro da invenção, pois Tesla, o inventor e patenteador da invenção, registrada em 1897, nada recebeu pelo seu invento.
Tesla inventou o motor á indução e o sistema de energia AC. Mais recentemente outra idéia de Tesla vira realidade-a energia enviada por ondas. Ele acertou no princípio. Errou apenas o tamanho do ciclo. Testaram de outra forma e deu certo.
Antes de morrer, pobre e miserável, Tesla, por uma ironia do destino, teve seu nome cotado para receber a medalha Edison, conferida pelo American Institute of Electrical Engineers. Tesla recusou dizendo que “ostentar no peito miserável, uma medalha, por aquilo que ele criou e que não ganhou dinheiro era a forma mais hipócrita de reconhecer que estavam deixando-o morrer à míngua”. De nada adiantou: o brilhante Tesla morreu pobre. Fuja da Síndrome de Tesla.
Fazendo do jeito certo.
Earl Dickson trabalhava para a Johnson & Johnson, que na época era o maior fabricante de esparadrapos cirúrgicos dos Estados Unidos. A esposa de Earl era desastrada e vivia se cortando. Para resolver o problema de Josephine Dickson, Earl deixava montada uma combinação de esparadrapo e gaze para que ela mesma colocasse caso viesse a se ferir. Com essa solução simples ela poderia colocar o curativo apenas com uma mão e não precisaria dele para ajudar. Acontece que depois de alguns acidentes, Earl observou que a cola do esparadrapo perdia a aderência, então passou a pesquisar uma maneira de manter a cola do esparadrapo conservada.
Depois de testar vários tipos de tecidos conseguiu chegar a crinolina, semelhante ao cetim e que se adaptava perfeitamente ao que ele desejava. Earl deixou alguns prontos e quando Josephine cortou-se novamente, ela simplesmente retirou o tecido e colou o curativo no ferimento.
Depois de algum tempo e outros cortes a mais, Earl apresentou sua invenção aos executivos da Johnson & Johnson. Eles gostaram tanto que os curativos foram colocados à venda, inicialmente, em hospitais. Depois, em 1947, decidiram vender ao público e batizaram com o nome de Band (faixa em inglês) e Aid (socorro, ajuda), por causa de first-aid (primeiros socorros). Earl Dickson foi recompensado e anos mais tarde tornou-se vice-presidente da Johnson, na mesma época, mais precisamente em 1933, quando a empresa chegava ao Brasil.
Earl aposentou-se em 1957, rico e muito feliz por ter resolvido dois problemas: os acidentes de sua esposa desastrada e o desejo que todo mundo tem de garantir uma aposentadoria abastada. Bela história de uma idéia transformada em lucro, não?
Lembre-se sempre que a parte mais importante da realização da sua idéia está na elaboração de um projeto que a faça render lucros. O também brilhante Thomas Edison é o inventor da boneca que fala, mas não ganhou dinheiro com isso. Nunca esqueça: o mérito maior de uma idéia não é tê-la apenas. O maior mérito está em transformá-la em lucros.
O inventor da Coca-Cola morreu muito pobre se compararmos com o visionário que comprou sua fórmula e a engarrafou. O Band-Aid e a Alka-Seltzer andaram pela mesma trilha.
O inverno de 1948, no USA, ficou marcado por uma fortíssima epidemia de gripe. O presidente dos Laboratórios Doutor Miles, Hub Beardsley, em visita a redação de um jornal notou que nenhum funcionário faltava ao trabalho. No laboratório de Hub a situação era bem pior. O jornalista explicou que, aos primeiros sintomas, eles tomavam uma combinação de aspirina e baking soda.
Hub ficou impressionado e pediu aos seus químicos que testassem a nova fórmula. Um deles, o químico chefe Maurice Treneer comprou a idéia, e criou o Alka-Seltzer três anos depois. Durante suas férias, num cruzeiro, Hub levou algumas amostras. O novo remédio fez muito sucesso entre os passageiros, pois eliminava os desconfortos causados pela dor de cabeça, enjôos e azia.
O mais importante é colocar em prática e a prática do mundo é ganhar dinheiro com boas idéias. Esperteza? Não. Inteligência é colocar pessoas mais inteligentes para trabalhar para si. Isso realmente faz diferença para quem quer transformar idéias em lucros. Esperteza ou Lei de Gerson é aproveitar-se dos outros para conseguir o que se deseja sem pagar por isso. Fique ligado ou apague-se como o brilhante Tesla.
Luis Sucupira
Mkt & Vendas
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Comentários (34) Visitas (29397)
Jeff Brown
Alguns meses atrá um amigo meu, o Rodrigo, me falou desse danado. Este sim pra mim foi maior gênio da humanidade, colocou Einstein no chinelo.
Pois os experimentos dele realmente mudaram o mundo.
Acho que quando inventou tantas coisas, ele queria mesmo era mudar o mundo, e ter algum reconhecimento, depois com o capitalismos desenfreado que tomou conta do mundo, pode ter vindo a angústia de não ter reconhecimento nem dinheiro, com as suas obras MUDARAM o MUNDO.
Como minha mãezinha diz, existem os burros sabidos e os sabidos burros.
Mais Tesla:
http://www.exatas.com/fisica/tesla.html
Jeff Brown - Rio de Janeiro - 27/07/2007 - 10:43 - Responder no fórum
rafaelrss
Luis Sucupira seus textos são geniais.
Parabêns
rafaelrss - Salvador- Bahia - 27/07/2007 - 11:22 - Responder no fórum
rafaeljc
Se a ganância dos espertos dividissem parte dos louros com Tesla, quem sabe hoje teríamos invenções ainda maiores e melhores para admirar.
Ainda prefiro o gênio que morre pobre ao esperto que dá o golpe.
mas concordo no pondo onde uma boa idéia também consiste em vendê-la.
rafaeljc - Curitiba-PR - 27/07/2007 - 11:29 - Responder no fórum
Gagá
Concordo em gênero e número Amigo!
Ótimo artigo Sucupira! Excelente!
´s!
Gagá - Brazuca - 27/07/2007 - 11:34 - Responder no fórum
RAzevedo
Bem alertado... não basta ter a idéia, tem que transformá-la em dinheiro, e isso sim é justo e natural.
O que não pode ser é a corrida desenfreada por querer transformar QUALQUER COISA em dinheiro. O "capitalismo selvagem", como já há muito dizem os Titãs...
RAzevedo - 27/07/2007 - 11:42 - Responder no fórum
Zerstörer
S!
Gostei do texto, só não aprecio a sitação da Lei de Gérson como sendo uma boa coisa, uma vez que ela esteja ligado ao tradicional jeitinho e a idéia de que se tem que levar vantagem em tudo.
Outra frase que na mesma linha, dessa vez de Santos Dumont:
"Inventar um avião não é nada.
Construir um é alguma coisa.
Voar é tudo."
Zerstörer - Santos/Caxias do Sul - 27/07/2007 - 11:53 - Responder no fórum
Bio_Tronic
Nunca esqueça: o mérito maior de uma idéia não é tê-la apenas. O maior mérito está em transformá-la em lucros.
O mérito maior continua na invenção em si. Não havendo idéia, não há lucro.
Quando diz que o maior mérito está no lucro, está sendo leviano. Que tipo de mérito voce se refere? "Mérito financeiro"? Até concordo, mas se expandir um pouco mais esse universo, verá de quem é o mérito de verdade.
s
Bio_Tronic - Rio de Janeiro - RJ - 27/07/2007 - 12:19 - Responder no fórum
RAzevedo
Você interpretou errado. No texto, o Luís fez exatamente o contrário: condenou a esperteza, o jeitinho, a "Lei de Gérson" como meio para fazer dinheiro. Ou você se liga, ou pode acabar sendo vítima do tal do Gérson.
P.S = A expressão eu conheço, mas alguém pode me dizer who the hell é esse Gérson?
RAzevedo - 27/07/2007 - 12:21 - Responder no fórum
