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Julio Preuss
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O pixel em questão

A tecnologia por trás da imagem

Datacenters "verdes" buscam eficiência energética

Postado as 11:26 - 09/08/2007 - Por Julio Preuss. Categorias: Sem Categoria.

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Já escrevi aqui sobre a grande preocupação do Google com o consumo elétrico de seus datacenters e sobre os carros elétricos da empresa . Só que, em tempos de consciência tecnoecológica, quando até o consumo dos avatares do Second Life (quase igual ao do brasileiro médio) vira objeto de preocupação, é natural que outras gigantes de tecnologia se juntem à causa da economia de energia em seus datacenters

Um bom exemplo é a IBM, que anunciou , há três meses, o “Projeto Big Green” – uma referência ao apelido Big Blue. Com investimento anual de US$ 1 bilhão, a iniciativa tem como objetivo a otimização energértica dos datacenters da empresa e de seus clientes. Na própria IBM, que tem quase 750 mil metros quadrados de datacentes em seis continentes, a meta é dobrar a capacidade de processamento em três anos, sem aumentar o consumo elétrico.

Já para os clientes, a IBM afirma que, num datacenter típico, com cerca de 2,3 mil metros quadrados, é possível economizar 42% da energia – o equivalente a 7,4 toneladas de emissões de carbono por ano – com a simples adoção de equipamentos mais eficientes. E cita dados do IDC para mostrar que a economia também pesa no bolso: segundo o instituto de pesquisa, para cada dólar gasto em hardware, 50 centavos serão gastos em eletricidade – valor que tende a atingir os 71 centavos nos próximos quatro anos.

Segundo Tom Raftery , o blogueiro mais famoso da Irlanda e responsável pelo Cork Internet Exchange (CIX) , o primeiro datacenter profissional fora da capital de seu país, o consumo de um rack típico vem crescendo rapidamente: de 1,5 KW, há sete anos, para 4,5 KW, há quatro, e 15 KW, no ano passado. Seu objetivo, conforme apresentado na conferência Reboot , é um datacenter neutro em carbono – toda a energia consumida seria gerada pelo vento ou pela queima de biodiesel comprado dos fazendeiros locais. E o excedente seria vendido para a companhia elétrica.

Para tanto, o primeiro passo de Tom foi projetar um datacenter altamente eficiente. E, a julgar pela apresentação feita em maio e pelo blog que acompanha a montagem das instalações, a principal medida neste sentido é otimizar o sistema de refrigeração das máquinas. Uma das técnicas empregadas, aproveitar as baixas temperaturas da região, não se aplicaria a um datacenter no Brasil, mas as demais soluções descritas por ele podem ajudar.

A IBM, por sinal, também está prestando bastante atenção na questão da refrigeração em sua iniciativa Big Green. Vide as imagens abaixo, que retratam a distribuição de calor em um servidor e a ferramenta de simulação de datacenter que a empresa pretende usar para otimizar os projetos. Os freqüentadores assíduos do Fórum sabem como uma boa estratégia de refrigeração é fundamental para tirar o máximo de desempenho de um computador. O desafio agora é fazê-lo gastando o mínimo de energia.

Já se você não é responsável por nenhum datacenter, pode dar sua contribuição pessoal apoiando a iniciativa Climate Savers Smart Computing , que já foi assunto de uma outra coluna , ou simplesmente pensando um pouco no assunto na hora de montar seu próximo PC. A Corsair, por exemplo, anunciou recentemente um par de fontes de alimentação com eficiência de, no mínimo, 80%:

Update: entre começar a escrever esta coluna e terminá-la, dei de cara com uma notícia sobre o mesmo tema no site da revista Magnet, sob a batuta do ilustre C@T. A novidade é o relatório que a EPA, agência ambiental responsável pelo programa Energy Star, preparou, a pedido do Congresso Americano. Divulgado no fim da semana passada , o estudo aborda justamente o aumento do consumo dos datacenters e analisa formas de evitá-lo. Quem trabalha na área não pode deixar de ler.

Comentários (13)   Visitas (15145)

Zerstörer

S!
Pois é, os fabricantes estão buscando obter mais com menos, basta analizar os consumos dos novos processadores.
Pena que a indústria de GPU's esteja indo na contramão da história, criando placas que necessitam cada vez mais energia

Zerstörer - Santos/Caxias do Sul - 09/08/2007 - 11:42 - Responder no fórum

xicojueio

já estou fazendo minha parte, retirei o overclock do meu pc. Pelo menos é um começo, retomo o over só quando quero jogar.

xicojueio - Santa Maria/RS - 09/08/2007 - 12:13 - Responder no fórum

chantinon

Esse projeto do CIX é bem interessante... Mas sou pessimista.
O ser humano só reage quando a situação já crítica.
Só será realmente gasto esses bilhões que todos falam quando começar a faltar água no mundo todo. Quando só existir luz elétrica 12 horas por dia... Até lá, vamos continuar com nosso conforto e comodidade.

chantinon - 09/08/2007 - 12:53 - Responder no fórum

phsm

Eu acredito que para aumentar a eficiência de um datacenter é necessário fazer uso de processadores energeticamente mais eficientes e técnicas de virtualização.
Muitos servidores não têm todo seu potencial explorado ficando com a carga do sistema em 2%...3%, e hoje com instruções de virtualização dentro dos processadores o overhead é mínimo e a complexidade da implementação é menor.

phsm - Litoral Paulista - 09/08/2007 - 13:30 - Responder no fórum

perubira

Me interesso bastante pela eficiência também. Recentemente aposentei a Seventeam ST350-BKV que é pouco eficiente e instalei uma Zalman 460W (fabricada pela FSP) com o certificado 80 plus. É brutal a diferença de temperatura entre as fontes sob mesma carga, a Zalman esquenta muito menos!
s

perubira - Campinas - 09/08/2007 - 16:31 - Responder no fórum

Demogorge

Essas fontes da corsair são na verdade fabricadas pela seasonic e remarcadas com o seu próprio nome. Eu nunca entendi por que a seasonic não possui algum interessado em representa-la no Brasil. Suas fontes em comparativos no exterior sempre ganham no quesito eficiência, confiabilidade e principalmente no de silêncio proporcionado.
Eu estou montando um novo pc agora, e aproveitando que vou este pc por longas horas a fio, comprei uma seasonic com 88% de eficiência e você não acreditaria que preciso ficar a 10 centimetros da fonte para ter certeza que está funcionando de tão silenciosa!

Demogorge - belo horizonte - 09/08/2007 - 18:23 - Responder no fórum

prescot-san

América, Europa, África, Ásia, Oceania e... Antártida? rsrs

Eu não entendo esse negócio de "nos vamos aumentar a eficiência em 3 vezes, aumentamos nosso poder em 3 vezes com a mesma quantidade de energia". Putz, que paradoxo! Até onde eu sei, pra que algo realmente mude nesse aspecto é necessário que se diminua o consumo de eletricidade e emissão de carbono. Esse negócio de aumentar eficiência, mas continuar gerando a mesma coisa (eletricidade e poluição) não muda nada.

prescot-san - 10/08/2007 - 01:02 - Responder no fórum

Undeon

América, Europa, África, Ásia, Oceania e... Antártida? rsrs


Eu não entendo esse negócio de "nos vamos aumentar a eficiência em 3 vezes, aumentamos nosso poder em 3 vezes com a mesma quantidade de energia". Putz, que paradoxo! Até onde eu sei, pra que algo realmente mude nesse aspecto é necessário que se diminua o consumo de eletricidade e emissão de carbono. Esse negócio de aumentar eficiência, mas continuar gerando a mesma coisa (eletricidade e poluição) não muda nada.
Muda sim... Veja por outro angulo... à alguns anos um data center consumia 4,5kw... agora são 15... Se à alguns anos eles tivessem o poder atual consumindo 4,5... teriamos uma tremenda economia...
Se mantiver a média... daki a alguns anos, são 45kw... E eles não querem isso... capit?

Undeon - 10/08/2007 - 08:59 - Responder no fórum

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