Sou usuário de computadores de mão há bastante tempo. Tive um Jornada, da HP, na época em que eles se chamavam Handheld PCs e rodavam Windows CE 2.0. Depois tive um Palm IIIxe, um Vx, um iPaq, e um Toshiba e755. Apesar da variedade de modelos, no entanto, poucos foram os que usei regularmente. O mais comum era recorrer a eles apenas em viagens e para jogar durante aulas e reuniões chatas, mas na maior parte do tempo eles ficavam mesmo é encostados.
Na última destas viagens, sem nenhum PDA para levar, já que vendera o Toshiba quando comprei o notebook, decidi confiar neste último e me arrependi amargamente. Tirar o bicho da mochila e esperar ele ligar e carregar o programa era uma trabalheira bem maior do que sacar um Palm do bolso. Decidi, um tanto tardiamente, comprar um computador de mão novo. E que deveria ser um smartphone, já que estava mesmo querendo trocar meu celular pessoal.
Pesquisei os modelos mais falados e descartei logo os Treos, pois apesar de gostar do visual do 680, os dias que passei com um 650 num evento não me convenceram de sua utilidade. Aliás, omiti da lista lá do primeiro parágrafo o Treo 270 que usei durante uns meses e acabei passando adiante. Simpatizo com o mundo Palm como simpatizo com o do Linux, mas acho que me dou melhor com os PDAs baseados em Windows (CE, Mobile, whatever).
Considerei os Nokia (inclusive o E62 que a Elis avaliou ), o Motorola “Q”, o Samsung Blackjack e outros igualmente elegantes, mas acabei optando por mais um iPaq, da HP, da mesma série que o Xandó testou recentemente . Alguns cliques na Amazon.com e, no dia seguinte, eu era o mais novo proprietário de um iPaq 6945. Não vou falar dele aqui porque o Xandó já o fez com bastante propriedade, mas afirmo que também aprovei o brinquedinho.
O fato de o aparelho ter WiFi e GPS (e rodar o PocketStreets, versão compacta do Microsoft Streets & Trips que já me havia guiado na viagem pelo Canadá ) foram decisivos, principalmente para quem usa PDA principalmente quanto está viajando. O fato de poder comprá-lo desbloqueado, livre de compromissos com operadoras (que, estando nos Estados Unidos, eu nem poderia assumir), também.
O mais interessante dessa história é que, antes de encomendar na Amazon, eu bem que tentei encontrar um smartphone desbloqueado para comprar em algumas lojas fÃsicas. Nas grandes lojas era impossÃvel. Sem encontrar iPaqs nas vitrines das operadoras celulares, entretanto, decidi perguntar por Palms e afins a uma vendedora. Fiquei constrangido quando, depois de me questionar, espantada, se eu queria um PDA “sem celular”, ela pediu ajuda a um colega que me apontou dois mÃseros Palms – um TX e um LifeDrive – empoeirados na última prateleira de um cantinho da loja.
Naquele momento eu tive certeza da resposta para a pergunta que a Elis levantou aqui, há pouco mais de um ano , num texto que colocava em dúvida a sobrevida dos PDAs. Eles morreram mesmo. Estão acabados, escondidos nas prateleiras de baixo das BestBuys da vida, do mesmo jeito que os cartões CompactFlash cuja morte eu confirmei na viagem anterior . O mundo agora é dos smartphones, e o lançamento do iPhone só vai intensificar a tendência, já que daqui a um tempo, talvez nem os MP3 players possam se dar ao luxo de não serem celulares.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei uns números interessantes, divulgados pelo IDC no fim do ano passado . No terceiro trimestre de 2006, o mercado europeu de computadores de mão cresceu 13%. A alta foi puxada pelos “dispositivos convergentes” (leia-se smartphones), cujas vendas cresceram 30%. Em compensação, os PDAs dedicados vinham caindo há um ano, e cada vez mais rápido. Recuaram 17% no último trimestre de 2005 e absurdos 60%, no terceiro de 2006. Que descansem em paz!
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Comentários (42) Visitas (34881)
juanjokpo
Acredito nessa tendência, mais ainda com as novidades que apareceram na edição deste ano do CES, mas, na minha opinião, os PDAs ainda vão ter um certo tempo de vida. Eu que sou da área da saúde, acho o meu Palm Tungsten TX indispensável para ler o meu guia de antibióticos, o DEF, enciclopédias, calculadoras de fórmulas entre várias outras coisas, mas eu não o usaria como um telefone, porque gosto de telefones pequenos, práticos. Um PDA precisa ser maior para que os textos possam ser lidos com clareza e sem dificuldade, coisa que seria muito difÃcil num celular pequeno (imagina ler um livro no celular...). Os TREOs, por exemplo, com aquele teclado fÃsico já embutido no aparelho, acho muito grandes para um celular, e relativamente pequenos para um PDA, e acho que muitos concordariam comigo, mas aà vai da finalidade que cada um dará ao seu aparelho.
Mas como vc disse no artigo, a tendência é essa: a era dos "dispositivos convergentes".
juanjokpo - Rio de Janeiro - RJ - 15/01/2007 - 21:16 - Responder no fórum
docrenatoms
Eu mesmo estou pensando em comprar um smartphone. Eu escolhi o modelo HTC P3300 (Orbit O2).
Minha dúvida é se o GPS deles já está com mapas brasileiros funcionais. Sei que o PocketStreets tem mapas brasileiro mas funciona bem?
Vc testou com sucesso, Julio Preuss?
docrenatoms - 15/01/2007 - 22:09 - Responder no fórum
Trovalds
A "revolução" parece vir da empresa de Steve Jobs com o seu iPhone. Pelo menos ele repensou a idéia de Smartphone, já que hoje, apesar da indiscutÃvel utilidade, os celulares são um pouco desconfortáveis para algumas atividades (já tive contato com Blackberry e Nokia E62). Mas infelizmente 2 notÃcias põe em xeque o lançamento e/ou o iPhone ser realidade.
Uma delas diz respeito ao próprio nome, o que gerou uma guerra com a Cisco (noticiada aqui no FPCs). Outra é a declaração do próprio Steve Jobs a respeito do smartphone, que "só funcionará 100% no paÃs em que for lançado" (leia-se algo parecido com o iTunes, mas voltado para o smartphone).
Mas certamente em breve teremos lançamentos de outras empresas nos moldes do iPhone.
Trovalds - Cuiabá/MT - 15/01/2007 - 22:53 - Responder no fórum
marcosnpesic
Essa tendência é bem lógica.
Hoje em dia, para qualquer tipo de computador, seja de mão ou de mesa, se pensa em Internet. (E tudo que vem agregado)
Pensar num Computador de mão "desconectado" é como comprar uma Ferrari e não ter rodovias.
Por mais que redes Wi-fi se popularizem, elas estão longe de alcançar a extensibilidade de um celular... E pensando em um organizador pessoal, com funções multimedia e algo mais especÃfico com algum programinha "especial" em JAVA, fica claro que um SmartPhone é muito mais negócio.
O que me assusta é ver grandes empresas como a Palm OS dormindo no ponto. Será que ninguém lá vê o óbvio ?
marcosnpesic - São Roque - SP - 15/01/2007 - 23:55 - Responder no fórum
Solid Snake
Sou um usuário de uma Palm TX, que por sinal gosto muito. Mas me digam uma coisa, e dependendo da resposta, posso até trocar meu PDA por um Smartphone num futuro próximo.
É possÃvel, por exemplo, usar uma Smartphone com as funções de telefone temporariamente desligadas? Pois, existem momentos em que eu quero pura e simplesmente usar as funçoes de um PDA somente, seja para trabalhar, seja para o lazer e não quero ser importunado nesse momento, com uma chamada para meu número.
Se isso for possÃvel considerarei a troca benéfica, se não for possÃvel prefiro ficar com meu PDA mesmo e deixar meu celular desligado.
Solid Snake - Sorocaba/SP - 16/01/2007 - 00:34 - Responder no fórum
weaponX
Eu estou seriamente tentado a mudar meu nokia 6111+ Ipaq 1945 por um que reúna o pocket e o celular,mas me preocupo tambem com a questão da compatibilidade porque muitos softwares bacanas não rodam nas versões smartphones,e como o colega citou ler no celular é fogo,eu mesmo tentei no mpx 220 da motorola e a falta do touchscreen foi um problema sério.existem modelos que são hÃbridos sem rodarem a versão smartphone do sistema,tendo todas as caracteriscas normais como telea qvga e touchscreen quando aparecerem opções viaveis em termos de custo eu compro um com certeza.
weaponX - São Luiz /MA - 16/01/2007 - 01:03 - Responder no fórum
maheidem
Em muitas situações os SP vão substituir os PDA´s mas vai ser igual com MP3 players, se vc quer algo bom msm, tem q ser dedicado, tem o Iphone, ele é um Ipod, só q o Ipod q não é Iphone tem 80gb ja na geração atual, o Iphone não, tenho um LifeDrive, antes de comprar ele pensei sériamente em um SP, meus usos são musicas, filmes, copiar matéria na faculdade, caregar aquivos, internet (wi-fi)(BT com o cel), e eu não trocaria ele por nenhum SP do mercado, po alguns poucos motivos.
Uma tela enorme, 480 x 320, 4gb de hd, um ótimo processador, e funções que quando usadas ao maximo fazem a bateria ir em 4h.
Agora, imagina, usando um smartphone, copiando a matéria e ouvindo musica, de repente minha bateria ta no final, de duas uma, ou fico sem cel (pra mim isso é um desastre) ou fico sem PDA (outro desastre).
Por isso eu prefiro meu cel, pequenho, discreto, que faz oq ele tem q fazer (falar, tem gente que não sabe que cel faz isso) e ter BT (para acessar na net com o palm).
É isso, eu fico com os PDA´s até o dia que eu ver um SP com tela de no minimo 480x320 (Iphone), um ótimo processador (intel Xscale de 412 Mhz pra cima ta ótimo), e uma bateria que eu possa(...)
maheidem - Petrópolis - RJ - 16/01/2007 - 01:07 - Responder no fórum
saulob
Julio, desculpa o off-topic, mas...
140 posts/respostas, 15 páginas e 3 semanas depois vais nos deixar por dentro de como ficou sua situação com o Submarino (seu artigo anterior) ?
Não sei os outros leitores, mas depois de acompanhar desde a primeira página até a ultima (15) todas as respostas, suas e dos companheiros... fiquei curioso para saber o que aconteceu.
saulob - Recife/PE - 16/01/2007 - 03:52 - Responder no fórum
