Quem leu minhas colunas sobre células combustÃveis , microgeradores e o uso de capacitores “nanotecnológicos” como baterias deve ter percebido o quanto esses assuntos me fascinam. Afinal, fontes de energia suficientemente compactas e duradouras são, hoje, o grande obstáculo para a miniaturização de muitos dos gadgets sem fio que tanto adoramos.
A última novidade nesta área, divulgada hoje pela assessoria de imprensa da Brown University, em Rhode Island, é um outro hÃbrido de capacitor e bateria que, em vez de nanotecnologia, lança mão de polÃmeros especiais para combinar a capacidade das baterias com a potência (entendida como a capacidade de receber e entregar carga rapidamente) dos capacitores.
A invenção, obra da pesquisadora Tayhas Palmore (abaixo, segurando as baterias/capacitores), usa um material chamado polypyrrole para armazenar energia. Esse polÃmero, um plástico que conduz eletricidade, é tão singular que rendeu a seus inventores o Nobel de QuÃmica em 2000. Na bateria hÃbrida de Palmore, duas lâminas de plástico com uma camada de ouro tiveram a ponta coberta com polypropyrrole e duas substâncias que alteram suas propriedades condutoras – uma em cada lâmina. Em seguida, as lâminas foram “sanduÃchadas” com uma membrana de papel para evitar curto-circuitos.
A bateria/capacitor resultante pode ser rapidamente carregada e descarregada e pode armazenar energia por longos perÃodos de tempo. Testes do protótipo registraram o dobro da capacidade de um capacitor e mais de cem vezes a potência de uma bateria alcalina comum. Melhor ainda: é extremamente compacta, do tamanho de um iPod Nano e com a espessura de uma transparência de retroprojetor!
Por conta disso, a pesquisadora prevê que essas baterias poderão ser aplicadas em qualquer coisa. “Você poderia envolver um telefone celular ou outro eletrônico com elas. Você poderia até fazer um tecido com elas.” Para isso, só faltaria solucionar uma deficiência observada nos protótipos:sua capacidade diminui sensivelmente na medida que vai sendo carregada e descarregada algumas vezes.
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Comentários (8) Visitas (12075)
Flavio Xandó
Júlio não é à toa que este assunto é fascinante. Bateria é um problemão!! O dia que existirem baterias tão pequenas e longevas como deveriam um grande problema da humanidade estará resolvido!!
Gostei da "pinta" da tal cientista... está com a uma expressão de mamãe orgulhosa de sua criação!!
Flavio Xandó - 14/09/2006 - 19:16 - Responder no fórum
Corcunda
A notÃcia é muito boa e o polimero que ela desenvolveu com certeza ainda vai ter uma quantidade inimaginável de aplicações, mas creio que ainda vai demorar algum tempo.
Essa tecnologia vai precisar maturar um pouco para chegar as prateleiras. Ela é ótima mas devido a sua vida útil limitada creio que nenhum empresa vai lança-la neste ponto.
Corcunda - Campinas-SP - 14/09/2006 - 22:29 - Responder no fórum
Rafael Smith
Não sei, pelo que eu andei lendo esse polÃmero se degrada muito fácil, será que a temperatura que o aparelho eletronico dissipa que é abastecido por essa bateria não seria suficiente para destruir a bateria?
Rafael Smith - Campinas/Matão - 15/09/2006 - 00:53 - Responder no fórum
dreadful
AIUOhAOIuA Não deu pra não notar a felicidade dela. Mas querer que alguém entenda tanto de bateria e de reprodução é um pouco demais.
Antes eu pensava que não ia viver pra ver aparelhos minúsculos com fontes de energia quase infinitas e portáteis, agora as coisas começam a caminhar pra isso.
Pensando apenas nessa solução, um produto frágil como esse poderia atrair investimento, já que ninguém gostaria de produzir algo quase eterno, e que não precisa ser substituido.
dreadful - 15/09/2006 - 15:59 - Responder no fórum
jgg
E muito importante que o desenvolvimento de novas tecnologias para tipos de armazenamento de energia, principalmente as que utilizam nanotecnologia.
Esta senhora que desenvolveu este novo tipo de armazenamento de energia está de parabéns,
Muito interessante esta nova bateria, visto que os polÃmeros são fáceis de serem reciclados.
Outro ponto e que os polÃmeros são conduzem energia, e alteração na estrutura deste polÃmero alterou completamente sua utilização.
JGG
jgg - São Paulo - 15/09/2006 - 19:48 - Responder no fórum
Intruder_A6
No dia que as baterias tiverem muita capacidade, forem carregadas em poucos minutos ( no máximo uns 10 minutos ), tiverem pouco peso, e durarem muitos anos. Nesse momento finalmente os carros elétricos emplacam, e muitos dos problemas da humanidade serão solucionados ( a poluição por exemplo, e o problema sério que é se livrar das baterias velhas, só para começar ).
Fico imaginando um carro elétrico com a potência de um com motor a explosão, com autonomia para rodar pelo menos uns 600 kms na estrada com uma carga ( sem ter pena do acelerador ), for recarregado em poucos minutos num posto, e este carro ainda tiver tração integral ( um motor elétrico para cada roda ), sem caixa de marchas, transmissão e diferencial ( com um motor elétrico por cada roda estes equipamentos não serão necessários ) será o carro dos meus sonhos ( e o de muita gente também ). Pena que os primeiros custarão uma grana preta quando começarem a ser fabricados.
Intruder_A6 - Salvador-BA - 16/09/2006 - 08:30 - Responder no fórum
serra
Mas ateh lá eu vou continuar a curtir o ronco dos motores !!!
Brincadeiras a parte, quando fiquei sabendo do polÃmero condutor de eletricidade já vislumbrei essa bateria, naquela época na minha cabeça era só questão de tempo para isso ocorrer.
serra - Ribeirão Preto - SP - 18/09/2006 - 21:07 - Responder no fórum
LucasSec
Mas quanto custaria para produzÃ-las? Se fosse barato, poderiam ser vendidas em algumas unidades, assim eles teriam vida útil limitada, mas poderiam ser tratadas como descartáveis (ou recicláveis).
LucasSec - 21/09/2006 - 20:51 - Responder no fórum

