Como viciado em tecnologia que sou, logo no inÃcio de minha escalada computacional decidi me impor uma regra a fim de conter o consumismo desenfreado. Eu só faria grandes upgrades no computador a cada dois anos e quando pudesse, sem ir à falência, adquirir um processador com o dobro do clock do anterior. Quase como minha própria regulamentação da Lei de Moore, que prevê a duplicação do poder computacional e redução à metade do preço a cada 18 meses.
Meu primeiro PC foi um 386 SX 16 com 2 MB de RAM. Assim que pude, juntei todo o dinheiro que tinha e troquei por um 486 DX2-66 com 8 MB de RAM que, no ano seguinte, foi upgradeado para impressionantes 64 MB (upgrades parciais antes dos dois anos são permitidos). Em seguida, a máquina virou um Pentium MMX 120, depois um Pentium II 300 e, mais tarde, um Pentium 3 733 – sempre seguindo a norma.
No upgrade seguinte, talvez por estar ganhando bem naquela época, parti para um Athlon XP 2400+ cujo clock de 2 GHz era quase o triplo do processador anterior. Mas, por conta de uma série de fatores que iam desde a necessidade de montar um computador para a minha mãe até a empolgação com as avaliações da tecnologia HyperThreading, o Athlon ficou muito pouco tempo comigo, substituÃdo por um Pentium 4 de 2,6 GHz – a única vez que violei a regra.
Agora, depois de esquartejar o supracitado P4 ( vide o relato da bárbarie na coluna anterior ), jurar fidelidade ao notebook e passar algum tempo pensando em montar um SFF (small form factor, que a gente costuma chamar de barebone), acho que vou mesmo é ficar com o belo Pentium Dual Core de 3 GHz da Preview que o Paulo andou testando . Mas repito: se não fossem os jogos, o notebook sozinho daria conta.
Memórias pessoais à parte, essa história toda me levou a três constatações. Estas sim, dignas de uma coluna:
1 – A lei de Moore (ou a regulamentação de Preuss) não é mais válida se nos basearmos no clock. Meu novo Pentium D só é mais que o dobro do P4 se somarmos a freqüência de ambos os núcleos (ou, no caso da AMD, baseando-nos no Ãndice PR, que chega perto do dobro nos modelos dual-core).
2 – Não há mais necessidade de trocar de computador a cada dois anos. Pode ser que eu tenha perdido o gosto pela coisa ou ficado mais cuidadoso com meus gastos nos últimos anos. Ambos, provavelmente. Mas, exceto durante alguns minutos de espera para carregar um nÃvel do BF2, nunca senti necessidade de trocar meu P4 montado em 2003 por questões de desempenho.
3 – Não é mais preciso arregaçar as mangas para ter um bom PC. Novamente, pode ser que eu é que tenha ficado de saco cheio, mas o fato de existir algo como o Preview Style Premium ou, lá fora, os Alienwares e XPS da vida, é a prova de que dá para ter uma máquina de primeira sem precisar pegar numa chave de fenda ou conhecer um montador de extrema confiança.
(Disclaimer: a Preview é patrocinadora do Fórum e o meu Style Premium foi comprado com um pequeno desconto, por se tratar de um exemplar de teste e para economizar o frete de volta para a Bahia, mas não é por isso que eu o estou elogiando. Se fosse ruim, não só eu não falaria dele, como não teria comprado. Aliás, não usaria nem de graça.)
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Comentários (36) Visitas (23504)
Hugo_Rafael
Um ponto importante que você tocou: hoje não há necessidade para o usuário comum trocar de computador (ou melhor dizendo, processador) rapidamente. Antes que me critiquem, estou falando do usuário comum, aquele que está mais interessados em programas nem tão pesado nem de jogos em nÃvel gráfico máximo.
No meu caso, por exemplo, em que jogo pouco, e no pc tenho como uso internet, documentos e áudio, meu Duron 1.6 overclockado a quase 2GHz (não vai mais pois a placa mãe não tem ajuste de VCore) dá perfeitamente para uso. Se for melhorar, um HD maior e mais veloz e 1Gb de ram estariam ótimo. Hoje o poder de processamento é muito grande, mesmo de um Sempron ou Celeron D, para programas normais e até alguns de edição. Obviamente que o Dual-Core oferece uma suavidade e responsividade do sistema muito grande, mas o gargalo hoje é o HD e a RAM (e claro, as placas de vÃdeo, no caso de um orçamento normal, o que não e o caso de um quad SLI, heehe).
Parabéns pela coluna!
Hugo_Rafael - Goiânia\GO - 28/06/2006 - 18:07 - Responder no fórum
nagaiver
Sinceramente, á vezes q agimos por impulso. Sou prova disso.. os maiores saltos de desempenho se deram quando troquei meu K6-2 500 por um Duron 1.0 e, posteriormente do Duron para o Athlon XP 1700+@3200+(lendário no mundo dos overclockers). Nesse meio, fiz vários rolos, tive um Xp2000, 2400, 2600....sinceramente...a diferença era mÃnima...Hj, por enquanto, estou com um PC bem bacana para o q eu preciso profissionalmente. Possuo um note intel p4 2.4 com 512Mb, e um HD 80Gb de 5400RPM e 8Mb de buffer e, um Desk (Sempron 3000@2250Ghz, 1Ghz DDR400@500 e uma 6600Gt)...roda tudo, Simuldores de circuitos, MatLab, ......e, todos pecamos no mesmo ponto.....tenho tristeza somente na hora de jogar...
nagaiver - Mirandópolis - 28/06/2006 - 18:25 - Responder no fórum
Tshasko
Eu estou na contra mão amigo Preuss (e ai fez o review da S3-IS?) por motivo de espaço e de parar de gastar com pc eu acabei fechando a venda do meu micro pessaol para um amigo do forum, estou triste e ao mesmo tempo feliz pois vou poder pegar um note e como não tenho mais tempo para jogar mesmo, acho que vai ser melhor, olha a máquina que vendi:
CPU: AMD Opteron 165 rodando dia a dia a 2,6 GHZ
Mobo: DFI SLI-D
Memo: 2GB DDR500 Balistick
VGA: X1900XTX
HD's: 2 Hd's Wester Digital SATA-2 16MB de 250GB em RAID-0 + gaveta para HD IDE
Som: Audigy 2ZS + Caixas Creative Inspire 5200 (5x1)
Midias: Gravador de DVD + Combo
Controlador de fans AeroGate-2
Fonte: OCZ-520W
Gabinete: Chifitech de Aluminio modado
Sistema de watercooler Coldpc
Monitor LCD 19'' Benq com DVI e 8MS de tempo de resposta
Tudo vendi tudo, estou me sentindo como se tivesse vendido a alma, não sei nem o que sentir direito auhaauahuuha
Mas acho que vai ser melhor, não sei só espero não me arrepender...
Agora e pegar um note bacana pra o dia a dia e quem sabe no futuro montar um novo micro, não como esse claro, mas um novo...
Abraços
Jean
PS O preço, foi digamos, bem, mas bem(...)
Tshasko - São Paulo/SP - 28/06/2006 - 18:53 - Responder no fórum
Robvicz
Também acho isso, tanto que estou com a meu pc a quase 3 anos e só irei troca-lo (infelizmente) depois do lançamento do Vista. E provavelmente vai ser uma maquina Dell, HP ou Preview em 10x sem juros
Robvicz - Curitiba/Pr - 28/06/2006 - 19:22 - Responder no fórum
Duron950
O meu pra mim.. chegou a um nivel que estou apenas trocando algumas peças.. esse ano comprei apenas 3 peças.. e mesmo assim duas eu troquei.. e uma nova.. coloquei por fora
As que troquei.. placa de video X800GTO² pra 7900GT
e a ram.. 1gb@2gb de ram
E a que peguei por fora.. uma placa de tv.
gastei relativamente pouco! pois vendi peças que ja tinha e coloquei um pouco mais de $$$ e troquei. Acho que vo pegar um dual core.. quando essa queda de preços da amd entrar em vigor.. X2 3800+ por 169 dollares. e se pegar será meu ultimo upgrade para esse ano!
conroe.. AM2.. 2007.. pra la
Duron950 - Campina Grande - PB - 28/06/2006 - 19:24 - Responder no fórum
zeuslinux
É uma pena que não tenhamos mais empresas sérias e grandes que montem micros customizados de qualidade como a que foi citada.
Eu preciso toda hora comprar desktops para usar linux onde eu trabalho e tenho um trabalho enorme para especificar material e montar. Não gosto de micros de marcas tradicionais como Dell, HP, etc porque cerceiam suas liberdades de escolha e muitas insistem para pagar o imposto M$, isto é, o windows OEM que não vou usar.
Penso até em abrir uma empresa para vender micros de qualidade e que tenham hardware 100% compatÃvel e testado com linux, como já existe lá fora.
zeuslinux - 28/06/2006 - 19:59 - Responder no fórum
T-Rodman
Em que mundo você anda zeuslinux?
A Dell vende micros sem windows, a série N, e é totalmente compatÃvel com linux - principalmente seus servidores, que são vendidos até com distribuições linux homologadas por ele. E se não quiser pagar pelo RedHat, tudo bem, no caso ds servidores, o SO pode também ser excluÃdo.
Da mesma forma, em se tratando de mercado de baixo custo, a HP vende seus micros mais baratos com linux já instalado nele - e customizações posteriores podem ser feitas.
A Preview, em seu sÃtio vende também seus micros sem o windows - e no caso, eles tem uma customização de linux feita para os usuários que escolhem por não pagar pela licença do Windows, e ainda, dão suporte por telefone.
Como o artigo cita, o que falta é uma gama de produtos 'top' presente nas listas da Dell e HP Brasil, mas falar que elas não dão mais opção hoje... não é mais o caso, como falávamos ha uns 5 anos atrás. Praticamente hoje, qualquer configuração com chipsets Intel, VIA e SIS estão cobertos pelas distribuições gnu/linux.
T-Rodman - Jau/SP - 28/06/2006 - 20:17 - Responder no fórum
zeuslinux
Eu não conhecia a Preview mas sei sim que a Dell, HP e Itautec vendem ALGUNS (Não são todos, pode conferir) modelos de desktops com linux ou com a eliminação do windows OEM. A maioria das ofertas de micros com linux hoje são os mais simples, por causa do programa do governo Computador para todos.
Além disso, o tipo de customização que estou falando é poder ter a liberdade de escolher placa de vÃdeo, placa-mãe, etc dentre as várias que existem. As escolhas dos configuradores de micros de marca são muito poucas para mim e grande parte dos power-users.
zeuslinux - 28/06/2006 - 21:21 - Responder no fórum
