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Julio Preuss
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O pixel em questão

A tecnologia por trás da imagem

Enfiar o dedo onde não devia mudou minha vida

Postado as 16:33 - 20/06/2006 - Por Julio Preuss. Categorias: Sem Categoria.

4votos  

Como alguns de vocês sabem, desde janeiro estou trabalhando em São Paulo e passando quase todos os fins de semana no Rio. Por conta disso, comprei o notebook sobre o qual já falei para usar durante a semana e deixei o desktop, um P4 HT de 2,6 GHz que me servia bem há mais de dois anos, em casa, para os fins de semana. Afinal, o note foi escolhido para rodar Civilization IV, mas nem tentei usá-lo para os BF2 da vida…

Há coisa de um mês e meio, no entanto, o desktop passou a simplesmente se recusar a entrar no Windows. Tentei as providências básicas, mas nenhuma resolveu. Concluí que teria que reinstalar o Windows, mas faltou tempo e sobrou preguiça. Até que, na semana passada, arregacei as mangas, tirei o HD SATA, testei o dito-cujo em outra máquina e tentei bootar com um IDE antigo que devia conter uma instalação básica do Windows.

Durante este processo, incomodado por um barulhinho no cooler do chipset, meti o maozão no gabinete para afastar os fios que pudessem estar batendo na pequena ventoinha e, estupidez total, acabei enfiando o dedo no Zalman que refrigerava o processador. CRAC-TEC-CREC-RRRR-ZZZZ! Lá se foram duas pás da ventoinha de 9cm. Que bom! Se o computador não tivesse desligado sozinho, acho que eu teria perdido o dedo. Ia ficar difícil escrever estas colunas, mas talvez eu pudesse me candidatar à Presidência.

Passado o momento de arrependimento pela minha imbecilidade, acho que transferi a raiva para o computador: “Para que vou perder meu tempo com você se você não funciona há semanas e quase não fez falta? Quer saber? Chega de aventuras de fim-de-semana. Cansei desse seu corpanzil espaçoso e barulhento! Agora meu único amor será o esbelto notebook que me acompanha fielmente durante a semana!”

Sem pensar duas vezes, arranquei as entranhas do outrora encantador Thermaltake Xaser II de alumínio, dei uma boa limpeza em tudo e (momento descarado de propaganda), tratei de anunciar quase todas as peças aqui nos classificados . Em seguida, pluguei LCD de 19 polegadas, teclado e mouse no notebook e me pus a navegar, feliz e contente, com muito mais espaço livre na mesa.

E o conteúdo do HD do desktop, não fez falta? De fato, mesmo sem ocupar todos os 200 GB de seu disco, seria impossível simplesmente copiar tudo para os 100 GB do notebook (o de 60 GB e 4200 RPM “de fábrica” já fora substituído por um de 100 GB e 7200 RPM). Mas nem precisava… pois o que realmente importava estava duplicado no HD externo, outro disco de 200 GB acomodado em um case USB 2.0 NexStar 3 , da Vantec. Minha estratégia de backup ainda terá que ser revista (provavelmente com um segundo HD externo), mas o que importa é que pude continuar com a minha vida quase como se nada tivesse acontecido.

A paixão pelos games ainda não me permitiu desistir de vez dos desktops e espero ter novidades nesta área até semana que vem, mas se não fosse pelos joguinhos, daria para viver muito bem com o notebook e minha “docking station” improvisada: um hub USB onde estão plugados teclado, mouse, impressora e HD externo. Graças a ela, chego em casa, ligo o note na tomada, no monitor e no hub (a rede é WiFi, lógico) e tenho meu pseudo-desktop (com duas telas!!!) prontinho.

Já sei que vão dizer nos comentários que não há nada de novo nisso e que um monte de gente já vive só com notebook há tempos. É verdade. O que aprendi com o acidente é que às vezes precisamos de uma experiência traumática dessas para enxergar o óbvio. Meses atrás eu jamais pensaria em sucatear o desktop de uma hora para outra. Há um ano, não cogitaria tirar dele uma RAMzinha sequer sem antes ter o substituto pronto. Mas nunca imaginara que o substituto, pelo menos imediato, seria o notebook.

Comentários (39)   Visitas (27953)

ACCEL

é Julio.. prepare-se então para largar o mundo dos Jogos, pois com um Notebook apenas.. você não conseguira mais jogar satisfatoriamente.
Eu já pensei nisso tbm.. mas sinceramente.. PC fixo acho mais gostoso de mexer.. e também pra mim notebook é muito fragil e minha mão muito grande pra mexer com ele.
's

ACCEL - Maringá - PR - 20/06/2006 - 16:44 - Responder no fórum

theoos

Vou botar meu dedão e ser mais radical ainda!
Estou dando adeus ao PC-Zão que eu tenho aqui, e indo pro mundo MAC.
Seja o que Deus quizer!
E olha que é um baita PC-Zão...
Quanto aos jogos ,não estou vendo nada de nôvo faz tempo
(fora as placas).
Estou jogando Máfia até hoje e esperando algo realmente nôvo,tá uma
pasmaceira.
Mac-Intel, O melhor de dois mundos,tô nessa...

theoos - 20/06/2006 - 17:00 - Responder no fórum

->P3R!6O$0<-

ehaiuheuiaheuiaehuaiheuz eu também ja meti o dedo em coolers varias vezes, no meu zalman 7000B-Cu mesmo, já foram 2 vezes (por descuido), em uma delas a ponta da hélice entrou debaixo da unha e ai saiu sangue pra caramba e ficou uns dias doendo (não foi a primeira vez que aconteceu isso). Sorte que não quebrou nada... Dps disso eu aprendi a ter mais cuidado com cooler e também pra mexer no gabinete quando o PC estiver ligado . Eu uso mais o meu Desktop, de vez em quando o notbook do meu pai ajuda (quando o desktop da algum problema) .
Abraços

->P3R!6O$0<- - Goiânia - 20/06/2006 - 17:15 - Responder no fórum

marcosnpesic

Eu não migrei para NoteBook, como a maioria ainda não migrou... (aliás, nem tenho um... e não é por falta de vontade).
O motivo é simples... O preço.
Os notebooks mais baratos, tem performace mediocre, em relação a um desktop de metade do preço.
A nível profissional de uso, tirando o fator "mobilidade" os notebooks ficam ainda mais caros... para se obter o desempenho de um desktop que custa 3X menos.
Para jogos e usuários entusiastas... a diferença de preço pode chegar a ser maior ainda...
Outro "problema" é que a linha de notebooks mais acessível, não chama "atenção" por causa do hardware mais fraco...
Eu considero mais como uma ferramenta de mobilidade... se você prescisa é bom... Se você não prescisa, por enquanto, vale muito mais a pena investir num desktop...
E se o "preço" não for o problema... imagine o desktop que você consegue montar com o preço de um notebook...
Acho que a votação aqui do tópico vai mostrar bem isso...

marcosnpesic - São Roque - SP - 20/06/2006 - 17:46 - Responder no fórum

Trovalds

Os notebooks tendem a substituir (como já estão fazendo no Hemisfério Norte) os Desktops por serem equipamentos mais práticos. Mas ainda há a parcela de mercado dos "Power Users", que não dispensam uma jogatina ou algo que exiga mais do computador (Edição de Vídeos, CAD, etc). Nesse sentido os notebooks tem avançado lentamente, principalmente em se tratando da interface de vídeo (ATi e nVidia tem soluções para notes). Mas aí se esbarra no consumo de energia elevado de tais soluções, tornando as máquinas difíceis de ficarem longe da tomada elétrica mais próxima por muito tempo...
Infelizmente os fabricantes de chips para vídeo precisam pegar "carona" na filosofia da Intel (mais performance por watt consumido). Enquanto isso, o "trambolho" (que eu não troco por enquanto a não ser por outro mais moderno) está aqui firme e forte... e a jogatina tbém... mas quem sabe daqui 1 ano ou 2 os fabricantes de GPUs não revejam conceitos e tenhamos chips de vídeo poderosos com consumo baixo suficiente para notebooks "Power" para games que aguentem ficar mais tempo longe da tomada...

Trovalds - Cuiabá/MT - 20/06/2006 - 17:50 - Responder no fórum

upaf

Eu uso um notebook da empresa a alguns anos. E mesmo sendo parrudo (Pentium M 750, 1.5Gb RAM, 60Gb 7200 rpm), eu sinto uma diferença na performance quando uso meu desktop (da assinatura), o desktop é mais potente, mas eu acho que conseguiria sobreviver sem o desktop para a maioria das minhas tarefas.
Para jogos, adotei um console, não dá pra ficar fazendo tanto upgrades no PC pra acompanhar os jogos.
theoos, meu sonho de consumo é um Mac mini, desses com Intel Duo...

upaf - Florida, Estados Unidos - 20/06/2006 - 17:52 - Responder no fórum

Danca

Eu só uso Note a uns 5 anos. Até que tentei usar um Desktop junto com o Note, mas ficar fazendo "sincronização" de arquivos, mais atrapalha que ajuda.

Danca - Marília - SP - 20/06/2006 - 18:12 - Responder no fórum

ed karlos

Já li comentários no fórum sobre tendências futuras e já tenho em mente como PC padrão um note book e um console (PS3). É uma tendência quase certa e inevitável futuramente. É viver e verá.

ed karlos - Itaituba Pará - 20/06/2006 - 18:25 - Responder no fórum

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