O mestre Piropo já deu uma verdadeira aula sobre o uso de nanotubos de carbono na construção dos chips do futuro. Eu já falei sobre as alternativas para manter eletrônicos sedentos por energia funcionando sem baterias gigantes, mas fiquei devendo uma coluna mais profunda sobre células combustÃveis e microturbinas (semana que vem, quem sabe?).
Agora, de acordo com o ScienCentral , os dois assuntos estão convergindo em superbaterias que podem ser recarregadas quase instantâneamente e não perdem capacidade ao longo do tempo, como acontece com as tradicionais. Melhor: por usarem materiais menos perigosos e durarem virtualmente para sempre, eliminam o problema ecológico associado às baterias comuns. Aliás, associados às baterias, pois estas de que estamos falando são, na verdade, capacitores.
Como os colegas do Fórum entendem muito mais de eletrônica do que eu, acho que nem deveria correr o risco de me enrolar tentando explicar o que é um capacitor. Segundo o ScienCentral, porém, esses componentes conhecidos há mais de três séculos podem ser carregados instantâneamente e não perdem eficiência com o uso, mas normalmente armazenam 25 vezes menos energia que uma bateria de mesmo tamanho.
A grande sacada de Joel Schindall , o pesquisadores do MIT que inventou a superbateria, foi usar a nanotecnologia para aumentar a superfÃcie de contato dos eletrodos dos capacitores, que determina quanta energia eles podem armazenar. Em vez de placas sólidas, Schindall usou milhões de microfilamentos dezenas de milhares de vezes mais finos que um fio de cabelo. Os nanotubos de carbono.
O site compara a idéia a uma toalha felpuda, capaz de absorver muito mais água do que um lençol fino. Schindall prevê que a tecnologia seja um sucesso nos carros hÃbridos, cujas baterias grandes, pesadas e caras sempre representaram um ponto fraco. A julgar pelo financiamento da Ford à s suas pesquisas, é bem provável.
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Comentários (14) Visitas (18315)
dedraks
Estava demorando pra aparecer uma tecnologia que melhorasse as baterias atuais.
Agora saindo um pouco: Esses nanotubos de carbono são a sensação do momento. Em quase todas as áreas estão aparecendo soluções revolucionários usando os nanotubos...
dedraks - Belo Horizonte / MG - 14/06/2006 - 19:48 - Responder no fórum
Scambler
realmente e incrivel, construção civil, microeletronica e até na médicina estão encontrando utilidades para os 'tubinhos', sem contar que o processo de produção vem aprimorando, e o material alem de inerte e altamente abundante...
Scambler - Salvador-Ba - 14/06/2006 - 19:59 - Responder no fórum
Intruder_A6
Finalmente a "bateria" dos sonhos, pena que é um capacitor e terá que ter um circuito eletrônico razoavelmente complexo para ter um fornecimento estável de tensão do começo ao fim da carga com eficiência. Mas nada que uma produção em escala não faça ficar bem barato. Atualmente as bateria de LÃtio-ion são carregadas por carregadores razoavelmente complexos e nem assim são tão caras. E uma bateria destas vai acabar com descarte das baterias de chumbo dos carros ( além não serem mais de chumbo durarão mais do que os carros em que estão instalados, carro vai para a sucata e a bateria vai para outro carro ).
Fico imaginando uma coisa dessas em nobreaks ( que maravilha, vida útil bem longa e carga muito rápida ). Sistemas autônomos movidos à energia solar e/ou eolica capazes de funcionar por décadas sem precisar de manutenção. Relógios a energia solar praticamente com vida útil infinita sem nunca precisarem ser abertos. Satélites, sondas espaciais, e outros equipamentos da indústria aeroespacial em que a vida útil bem longa das baterias seria muito interessante ( vai acabar revolucionando a exploração espacial ). E quantos mais outros(...)
Intruder_A6 - Salvador-BA - 14/06/2006 - 21:30 - Responder no fórum
Edney
Fantástico mesmo, que grande sacada a do pesquisador.
Pois é, a aplicação de nanotubos está em todas as partes. Lembro de ter lido uma notÃcia da utilização de nanotubo na superfÃcie do ânodo de tubo de RX. Essa é a minha área e gostei de ver que ela foi lembrada por essa tecnologia. Atualmente o anodo de tubos de RX é feito com tungstênio para aguentar a carga de trabalho (aquecimento) com a interação dos elétrons acelerados até 120kVp sob correntes de até 600mA, o que produz um desgaste considerável na superfÃcie. Tal problema é reduzido (quase eliminado) com emprego de nanotubo.
Edney - Curitiba - 14/06/2006 - 22:12 - Responder no fórum
F0Rb1z0n
A vantagem não está (ao menos ao meu ver) no descarte das baterias de chumbo, mas sim na criação de carros hÃbridos gasolina/elétricos, que existem hoje em dia. Estes carros em um ritmo constante utilizam o motor elétrico, e quando precisam de mais torque o motor a gasolina é automaticamente acionado.
Quanto a funcionalidade da invensão, o tempo dirá. Se fizer o que promete vai ser uma das melhores invenções eletrônicas depois do transistor.
F0Rb1z0n - 14/06/2006 - 22:25 - Responder no fórum
maheidem
A vantagem não está (ao menos ao meu ver) no descarte das baterias de chumbo, mas sim na criação de carros hÃbridos gasolina/elétricos, que existem hoje em dia. Estes carros em um ritmo constante utilizam o motor elétrico, e quando precisam de mais torque o motor a gasolina é automaticamente acionado.
Quanto a funcionalidade da invensão, o tempo dirá. Se fizer o que promete vai ser uma das melhores invenções eletrônicas depois do transistor.
Acredito q a vantagem está em tudo, imagina ter baterias de mairo capacidade, q carregam em questão de segundos, a vida ia ser outra coisa, vc ta com UMPC (q se essas baterias funcionarem ele vai vingar), acaba a bateria, vc acha uma tomada, pluga e pronto, cheia.
UaU, bom d+
O mundo inteiro iria se beneficiar dessa tecnologia, acho q tudo ficaria melhor.
Como nosso amigo disse ai em cima, a exploração espacial nem se fala
maheidem - Petrópolis - RJ - 14/06/2006 - 23:17 - Responder no fórum
Intruder_A6
Vai ser de fato a revolução para os equipamentos móveis e sistemas de nobreaks, mas quando será que teremos elas a venda ???
Intruder_A6 - Salvador-BA - 15/06/2006 - 00:29 - Responder no fórum
Julio Preuss
Eles esperam ter um protótipo em alguns meses e chegar ao mercado em "menos de cinco anos". Ah, e tem uma equipe inglesa trabalhando na mesma coisa.
Julio Preuss - Rio de Janeiro - 15/06/2006 - 00:34 - Responder no fórum

