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Julio Preuss
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O pixel em questão

A tecnologia por trás da imagem

Afinal, o que é a tal da Web 2.0?

Postado as 16:52 - 08/11/2005 - Por Julio Preuss. Categorias: Sem Categoria.

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O termo está virando clichê nas mais diversas publicações especializadas (e nas leigas também: nosso colega Bruno Parodi acabou de publicar uma bela matéria sobre o assunto na Playboy!)como sinônimo de tudo o que é novo na internet, mas o que será que define um legítimo representante da chamada Web 2.0? Para responder a essa pergunta com precisão, nada melhor do que recorrer ao serviço mais famoso da empresa que é exemplo desse conceito: o Google!

Neste momento, o primeiro resultado do buscador é a edição 2005 da conferência Web 2.0 , realizada há pouco mais de um mês, em São Francisco.

Não por acaso, o criador do termo Web 2.0, Dale Dougherty, trabalha em uma das organizadoras do evento. Trata-se da O’Reilly Media, de Tim O’Reilly, cujo blog traz provavelmente a melhor definição do conceito . É o segundo resultado da busca no Google (a terceira deveria ser a Wikipedia, outro excelente exemplo de Web 2.0, mas ela não ficou muito bem rankeada neste caso). Lá ficamos sabendo que a definição começou com uma sessão de “brainstorming” de onde saíram os seguintes exemplos (traduzidos livremente, quando possível):

Web 1.0 –> Web 2.0

DoubleClick –> Google AdSense

Ofoto –> Flickr

Akamai –> BitTorrent

mp3.com –> Napster

Britannica Online –> Wikipedia

sites pessoais –> blogs

evite –> upcoming.org e EVDB

especulação de domínios –> otimização de ferramentas de busca

page views –> cost per click

screen scraping –> web services

publicação –> participação

sistema de gerenciamento de conteúdo –> wikis

diretórios (taxonomia) –> tagging (“folksonomy”)

stickiness –> syndication

Mas o que eu acho que melhor define a noção de Web 2.0 são as oito “guidelines” propostas por Tim na última das cinco páginas de seu artigo:

1. A cauda longa (The Long Tail)

Sites pequenos são a massa do conteúdo da internet; nichos estreitos são o grosso das possíveis aplicações da internet. Portanto, permita que o auto-serviço e o gerenciamento de dados por algoritmos atinjam toda a web. Até as fronteiras, e não só o centro, à cauda longa, e não só à cabeça.

2. Dados são a nova Intel Inside

As aplicações são cada vez mais movidas pelos dados. Portanto, para obter vantagens competitivas, busque ser dono de uma fonte de dados única e difícil de reproduzir.

3. Usuários adicionam valor

A chave para a vantagem competitiva nas aplicações de internet está na extensão em que os usuários são donos das informações que fornecem. Portanto, não restrinja sua “arquitetura de participação” ao desenvolvimento de software. Envolva seus usuário tanto implícita quanto explicitamente para agregar valor à aplicação.

4. Efeitos de rede por padrão

Apenas um pequeno percentual dos usuários se dá ao trabalho de adicionar valor à sua aplicação. Portanto, crie padrões inclusivos que agreguem dados dos usuários como conseqüência do uso da aplicação.

5. Alguns direitos reservados

Proteção de propriedade intelectual limita a reutilização e impede a experimentação. Portanto, quando os benefícios vêm da adoção coletiva e não da restrição privada, assegure-se de que as barreiras para adoção são pequenas. Siga padrões existentes e use licenças com o mínimo de restrições possível. Projete para “hackability” e “remixability.”

6. O beta perpétuo

Quando dispositivos e programas são conectados à internet, aplicações deixam de ser artefatos de software, são serviços contínuos. Portanto, não empacote novos recursos em edições monolíticas, mas adicione-os regularmente como parte da experiência de uso normal. Engaje seus usuários como testadores em tempo real e construa o serviço para que você saiba como as pessoas usam os novos recursos.

7. Coopere, não controle

As aplicações da web 2.0 são construídas sobre uma rede cooperativa de serviços de dados. Portanto, ofereça interfaces de serviços web e distribuição de conteúdo e reutilize os serviços de dados de outros. Suporte modelos leves de programação que permitam sistemas sutilmente acoplados.

8. Software acima do nível de um único dispositivo

O PC não é mais o único dispositivo de acesso às aplicações da internet e aplicações limitadas a um só dispositivo são menos valiosas do que aquelas que são conectadas. Portanto, desenhe suas aplicações desde o início para integrar serviços em dispositivos portáteis, PCs e servidores de internet.

Sabe o mais interessante disso tudo? Embora existam excelentes sites criados desde o princípio com os conceitos da Web 2.0 em mente – e o exemplo mais próximo de nós é o Camiseteria.com , onde os próprios usuários desenham e votam nas camisetas que vão comprar, muitos dos serviços citados como exemplo de Web 2.0 já existiam tempos antes de inventarem esse termo. O próprio Fórum PCs, por exemplo, atende pelo menos quatro dos oito requisitos acima – nós já navegávamos na Web 2.0 e nem sabíamos :-)

Comentários (4)   Visitas (16135)

netseek

Acho que está na hora de um Email 2.0 ... mas um 2.0 de verdade pra ver os spams são exterminados de vez

netseek - 08/11/2005 - 21:49 - Responder no fórum

lionhearti

Ai viriam os spams 2.0
Isso são apenas conceitos de como montar seu website(pelo que eu intendi), pode até ter uma pesquisa ai no meio mas pra mim é apenas bobagem

lionhearti - 09/11/2005 - 00:44 - Responder no fórum

novello

Enquanto lia o artigo me dei conta de que não estava entendendo nada, e como o lionhearti disse "Pelo que entendei", quer dizer tá complicado está matéria.

novello - Piracicaba/SP - 09/11/2005 - 15:19 - Responder no fórum

luismorais


Poxa, um artigo muito bom mesmo.
Entretanto eu creio que todas estas discussoes da Web 2.0, ocorrendo na Europa e Estados Unidos, pecam na falta de contextualizacao e por fechar os olhos para o que esta' ocorrendo fora dos Paises de fala Inglesa, lugar de onde o grupinho de empresarios que inventou o termo vem.
Esse discurso de que a Web 2.0 e' uma "camada", uma "atitude", uma "filosofia" e tantos outros nomes abstratos que o grupelho de empresas por tra's deste movimento conseguiram cunhar, apenas e' usado para esconder o fato que tudo e' apenas mais do mesmo com uma o'tica primeiro-mundista que nem sequer vai alem do quintal destes mesmos desenvolvedores estrangeiros.
Pois, vale a pena engolir o que eles suavemente estao determinando como a web? Teve gente do Mundo inteiro la? Teve gente de fora da bolhinha de ceu azul com coelhinhos no campo para explicar o que o resto do mundo realmente queria dentro de um contexto de exclusao digital e mercado de web raquitico como, por exemplo, o da America Latina?
Para comecar, eles pegaram o NOME de um meio de comunicacao global e deram a ele uma versao. Este movimento poderia se chamar qualquer coisa, rumos da web 2.0,(...)

luismorais - Bahia, Reino Unido - 19/12/2005 - 15:54 - Responder no fórum

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