Talvez o principal obstáculo à miniaturização e aumento da capacidade de processamento da maioria dos gadgets, as baterias têm atraÃdo cada vez mais atenção dos fabricantes de eletrônicos portáteis. As recarregáveis tradicionais, embora tenham evoluÃdo das velhas NiCd (nÃquel-cádmio) para as NiMH (nÃquel-metal-hidreto), Li-Ion (Ãon de LÃtio), LÃtio-polÃmero, Zinco-ar e outras variedades, nem sempre são capazes de suprir as necessidades dos usuários em constante deslocamento. E enquanto soluções revolucionárias como células combustÃveis e microturbinas (um assunto a ser explorado em outra coluna) não se tornam práticas, resta a opção de apelar para acessórios externos oferecidos por terceiros, como os que veremos a seguir:
Cellboost
Simples, como todas as boas idéias, e práticas, as baterias Cellboost servem para dar uma “chupeta” (emprestando o termo usado no mundo automotivo) em um celular descarregado, proporcionando energia para uma hora de conversação ou 60 em standby. A bateria é conectada no celular como se fosse um carregador, permitindo o uso imediato do aparelho enquanto a bateria principal está sendo recarregada. O Cellboost em si não é recarregável, mas pode ser usado mais de uma vez, enquanto houver carga. Depois é só jogá-lo fora e comprar outro. A US$ 7 a unidade, não será um substituto definitivo do carregador tradicional, mas é algo muito bom de se ter no carro ou na pasta para eventualidades – sua vida útil é de 3 anos, mais tempo do que o usuário tÃpico demora para substituir o celular!
Este, por sinal, é o único problema do produto: você precisa comprar o modelo certo para a marca do seu celular (eles são identificados por cores: verde para SonyEricsson, laranja para Nokia, azul, amarelo, rosa e cinza para os diferentes Motorolas e assim por diante). É bem verdade que a culpa não é da Compact Power Systems, fabricante do Cellboost, e sim dos fabricantes de celulares, que não conseguem adotar um padrão universal de carregadores. Mas que seria mais prático se só precisasse existir um tipo de Cellboost, isso seria! A última novidade na área, anunciada em janeiro, no CES (cuja cobertura completa você confere aqui ), são os Cellboosts para smartphones, câmeras de vÃdeo, Gameboys e iPods. Estarão disponÃveis no mercado americano no segundo trimestre, nos mesmos 80 mil pontos de venda que já comercializam a linha de baterias descartáveis para celulares.
Quem tem uma câmera digital ou qualquer outro eletrônico que “devore” pilhas AA já deve (ou deveria) ter adotado as recarregáveis de NiMH, muito mais duráveis que as alcalinas convencionais ou as recarregáveis de primeira geração. Se você é sério em relação à s suas baterias, também já deve (ou deveria) ter percebido que algumas comportam muito mais carga do que outras (os tais miliamperes-hora, ou mAh). Mas e em relação aos carregadores? Eles também estão longe de ser todos iguais. Enquanto os primeiros demoravam várias horas para carregar um conjunto de pilhas, hoje um carregador “rápido” é capaz de fazê-lo em apenas uma hora ou menos – o problema é que isso pode comprometer a durabilidade das pilhas, que submetidas a um aquecimento maior acabam não aceitando tantas recargas quando deveriam.
Isso até o lançamento do Supersonic Charger, da Sakar . Anunciado pelo fabricante como o primeiro a recarregar pilhas AA em 8,5 minutos, o “carregador mais rápido do mundo” custa US$ 60 e vem com duas pilhas especiais. Essas pilhas, vendidas separadamente por US$ 10 o par, têm a exclusiva tecnologia RD4, que permite que recebam uma corrente maior sem prejuÃzo da capacidade de recarga, estimada em mil vezes. O carregador também pode ser usado com pilhas recarregáveis “comuns”, mas neste caso o processo levará uma hora.
|
|


