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Espaço Aberto

iCloud – A nova aposta da Apple em serviços na nuvem

Postado as 17:41 - 10/08/2011 - Por Matheus Gibiluka. Categorias: Cloud Computing, Internet, Mercado, Smartphones.

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Introdução

Há mais de uma década a Apple investe nos serviços na nuvem. A primeira geração de web apps da empresa, chamada de iTools, foi lançada no início do ano 2000. Este serviço, que era gratuito, foi melhorado e recebeu, em 2002, o nome de .Mac – passando a ser comercializado através de uma assinatura anual. Em 2008, no lançamento da segunda geração do iPhone, foi apresentado o MobileMe – uma atualização do .Mac com foco em webapps sofisticados e sincronização de dados entre vários dispostivos e computadores.

MobileMe

MobileMe

O MobileMe, que custava US$99 por ano, dava direito a um endereço de email (@me.com) e espaço de armazenamento de 20GB – que era compartilhado entre os diversos serviços: email, contatos, calendário, disco virtual (iDisk), galeria de fotos e vídeos, hospedagem de sites, e serviços de sincronia. Fazia parte do MobileMe o Find My iPhone (iPad e iPod touch), o serviço que permitia rastrear, enviar mensagens, bloquear e inutilizar os iPhones, iPad e iPods. O Back to My Mac, que oferecia acesso remoto aos Macs, também utilizava as credenciais do MobileMe.

iCloud

iCloud

Na metade deste ano, junto com o anuncio do Mac OS X Lion e do iOS 5, a Apple anunciou o iCloud. Este serviço, que substitui o MobileMe, oferecerá, sem nenhum custo, novos mecanismos de sincronia entre PCs, Macs e iPhones, iPads e iPods touch. Neste artigo abordaremos os recursos deste serviço, que chegará ao grande publico no outono do hemisfério norte – provavelmente em setembro.

O Hub Digital

Para compreender o iCloud, é necessário conhecer o conceito do “Hub Digital” – que serviu de parâmetro para muitos produtos da Maçã, desde o retorno de Steve Jobs à empresa, em 1997.

Clique na imagem para ver o vídeo.

O conceito de Hub Digital tornou-se publico em 2001, durante uma apresentação da Apple na feira MacWorld. Nesta época, muitos jornalistas, CEOs, e analistas de tecnologia estavam preocupados com o rumo que os PCs e a informática estava tomando. Alguns acreditavam que os computadores pessoais estavam definhando – Jeff Weitzen, o então CEO da Gateway, chegou a dizer que “nós estamos claramente nos afastando do PC como a peça central”.

A Apple, no entanto, pensava diferente. A empresa enxergava a terceira revolução do uso dos computadores. A primeira revolução foi o uso do PC como ferramenta de produtividade – isso começou em 1980, com a criação das planilhas eletrônicas, processadores de texto, e, mais tarde, com a editoração digital. A segunda revolução iniciou em torno de 1995, com o surgimento da internet. E, para a Apple, em 2001, iniciaria a terceira revolução: o uso do computador como o centro de um estilo de vida digital.

Hub Digital

Hub Digital

O estilo de vida digital, ou Digital Lifestyle, seria impulsionado pela grande explosão de gadgets no mercado: tocadores de música, câmeras digitais, câmeras de vídeo, celulares, DVD players e PDAs. Segundo a Apple, os computadores “se tornariam o Hub Digital da nossa vida digital emergente, agregando grande valor aos outros dispositivos digitais”.

A razão para isto é a capacidade dos computadores rodarem tarefas mais complexas, acessar a internet, terem telas maiores, poderem gravar discos e possuirem muito mais espaço de armazenamento. Mas, apenas hardware não é suficiente. Segundo a Apple, o passaporte para o Digital Lifestyle são os aplicativos.

iLife

iLife

Na época da apresentação deste conceito, a Apple já distribuía os softwares iMovie (edição de vídeos), iDVD (autoração de DVDs), e o iTunes (gerenciamento de músicas e MP3 Players, e gravação de CDs). Mais tarde a empresa lançou outros softwares desta linha, criando o pacote iLife – que hoje é composto pelo iPhoto, iMovie, iDVD, iWeb e Garage Band. O iTunes continua existindo, mas não faz parte da suite.

Naquela época fazia muito sentido centralizar todas as informações e dados no computador. Porém, com a evolução da tecnologia, os aparelhos começaram a ter maior poder de processamento, acesso a internet, e grande capacidade de armazenamento. Além disso, com a evolução da internet, o acesso de dados a partir de qualquer terminal conectado à internet passou a ser necessário. Ou seja, os dispositivos digitais perderam a sua dependência com os PCs – hoje é possível, por exemplo, editar um vídeo diretamente de um iPhone -, e a internet passou a ser o ponto de convergência dos dados.

iCloud

iCloud

O iCloud é a atualização do conceito do Hub Digital. A nuvem da Apple passa a ser o centro de convergência de todas as informações geradas pelos computadores e iDevices. Estas informações são armazenadas no iCloud, e propagadas para os demais dispositivos – garantindo acesso a todos dados em qualquer aparelho. Esta onipresença dos dados é atingida por meio de diversos aplicativos, os quais serão abordados nas próximas páginas deste artigo.

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Comentário (1)   

Rubens.es

A ideia do iCloud é até boa, mais sinceramente a Apple fez uma armadilha para nós comprar-mos espaço, pois 5 GB é muito pouco.. meu iPhone não tem lá muita coisa e já consumiu cerca de 3,4 GB do iCloud, não sobrando espaço suficiente para o backup do meu iPad. Ou eu compro mais espaço, ou faço um outra conta só para o iPad, aí perco o sincronismo entre os dois..

Rubens.es - Colatina-ES - 19/10/2011 - 12:53 - Responder no fórum

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