Antes de qualquer outra coisa, preciso registrar a imensa alegria que me consome neste retorno ao meu amado Fórum PCs. Foram alguns meses de separação, mas o suficiente pra eu dizer que adoro escrever aqui e ter vocês como leitores. Também queria registrar o fato de não ter mais ideia de quantos anos se passaram desde que me juntei a Paulo Couto, B.Piropo, Cat, Julio Preuss, Sucupira e cia. É tanta gente querida que só me dói horrores saber que o amado Marcelo Nóbrega, que há dois anos nos deixou e foi pro Céu, não está entre nós nesta nova fase do Fórum.
Deixando um pouco de lado agora a rasgação de seda, é preciso explicar do que vai se tratar esse espaço aqui daqui pra frente. Quem me conhece sabe que gosto de misturar os assuntos, tendo sempre a linha mestra da tecnologia. Nos últimos anos, escrevi bastante sobre Telefonia, por isso o nome do blog do Fórum, que segue o blog de mesmo nome que mantive – de vez em quando, mantenho – por conta própria. Mas telefonia nunca foi tão comodittie como agora, e assim prefiro tratar de Vida Digital, sempre tendo como viés a mobilidade, que é o que nos permite ter liberdade para ir e vir.
Para quem não me conhece ainda, prazer, meu nome é Elis Monteiro, sou MENINA (já confundiram muito meu nome por aqui) e escrevo sobre tecnologia desde 1996, quando comecei a publicar mal traçadas linhas no Jornal do Brasil. Sendo assim, depois de admitida a falha sísmica da idade, confesso que já vi de tudo um pouco, de adoção da tecnologia pura e simples à simplificação da linguagem a um mergulho profundo nas águas da tecnologia exponencial – me formei num curso executivo da Singularity University (Google/Nasa). Mas o que mais amo mesmo é escrever. Sobre tecnologia. Na verdade, sobre Cultura Digital, Ciberespaço, Vida Digital.
Depois de quinze anos, posso declarar, sem medo de errar, que pela primeira vez perdemos as amarras do preconceito e começamos a nos entregar a uma verdadeira vida móvel. Quem é o culpado, causador dessa adoção final (mesmo sendo o começo) da vida realmente sem fio? Steve Jobs? O CEO da Nokia? Andy Rubin, o criador do Android (sistema operacional legal à beça criado pelo Google)? Tudo isso, amigos, e muito mais.
Um grande estudioso da cultura digital chamado Clay Shirky disse uma coisa muito interessante que pode nos servir de base para todas as colunas que vêm por aí: a revolução não acontece quando adotamos uma nova tecnologia, mas quando adotamos um novo comportamento. A vida móvel – casada com as redes sociais – fez de nós consumidores diferentes, de produtos e de informações. É assim que temos convivido com a tecnologia, não mais como consumidores passivos, mas como participantes do processo de criação. Fazemos tênis junto com a Adidas e com a Nike, criamos o iPad 2 – depois de aprovado o modelo número 1 – estamos mudando a forma como os políticos fazem política, como os empresários comandam empresas, como assessorias de imprensa publicam informações e como as organizações tentam acobertar a verdade. Somos seres atuantes com megafones a tiracolo que agora gritam aos quatro ventos. E mesmo quando não nos ouvem nos sentimos aliviados por tentar.
E o que é essa nova fase da mobilidade? Apenas uma onda no mar ou uma mudança radical que chegou para revolucionar a forma como consumimos informações? Amigos, depois de longos 15 anos, e depois de ter acompanhado as maiores e mais radicais tendências e modismos, tendo a admitir que estamos diante, agora sim, de um divisor de águas. Nada mais será igual e nunca foi. E não estamos falando apenas de uma nova forma de nos relacionarmos com as marcas em terreno virtual, mas de uma mudança na forma como nos organizamos, como guardamos o que é nosso, como nos relacionamos com outros seres humanos – dentro e fora da internet, se é que há separação possível – e como lidamos com a maior e mais preciosa das mercadorias: a informação.
Temos ou não temos assunto para pelo menos mais 15 anos de coluna?
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Redes sociais
Comentários (6)
Wesley Moraes
Seja muito bem vinda de volta Elis, e sobre essa “primeira” nota, só tenho que concordar com cada palavra e me enxergar nesse contexto, já que agora com um smartphone Android, passo a conferir os e-mails e respondê-los mais do pequeno portátil que do PC.
Wesley Moraes - Itabuna-Bahia - 10/06/2011 - 11:29 - Responder no fórum
NightDemon
pra mudar o meu comportamento as empresas de telefonia vão ter que melhorar e muito a questão do preço
não vou aderir a algo que eu ainda acho que não preciso tendo um custo alto
penso que a maioria deve pensar como eu.
As operadoras poderiam adotar uma estrategia mais agressiva, ganhando na quantidade de clientes, e não no preço, até o momento que a internet móvel ainda não é uma tecnologia de fato consolidada
é muito simples conquistar a expectativa do mercado com uma proposta e mais fácil ainda jogar tudo fora quando mencionado o custo
enfim, quem sou eu, não é?!
NightDemon - 10/06/2011 - 11:55 - Responder no fórum
saulob
Você é menina e uma GATA (com todo respeito claro!), seja bem vinda de volta, fez falta
saulob - Recife/PE - 11/06/2011 - 16:19 - Responder no fórum
fabiomp
Fico feliz de estar de volta; como o colega disse: fez falta.
Off-topic: alguém sabe por que o Sucupira nunca mais publicou e nem é listado na página inicial do site?
E por que outros colunistas pouco publicam?
fabiomp - 14/06/2011 - 00:15 - Responder no fórum
Arrã
concerteza o assunto acaba quando os nanocondutores que vao nos ligar diratament ao cortex não teremos mais o que falar, somente pensar, pois estaremos todos ligados por uma verdadeira rede neural.
A verdadeira vida sem fios é aquela longe dos cabos, baterias e que é de graça a família....
Arrã - Campinas - 16/06/2011 - 04:24 - Responder no fórum
B.Piropo
O acima escrito é verdade e dou fé.
É menina, é gata, e sobretudo é uma pessoa muito especial.
Bem-vinda (ou bem-voltada?) menina gata, e um beijo saudoso de seu velho amigo de sempre
B.Piropo
B.Piropo - Rio de Janeiro - 16/06/2011 - 09:04 - Responder no fórum
