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Elis Monteiro
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Telefonia Etc.

GSM, LTE, 3G, 4G, WiMax, HSPA... O mundo das telecomunicações

O melhor de 2010

Postado as 20:28 - 31/12/2010 - Por Elis Monteiro. Categorias: Aplicativos, Comportamento, Mercado, Redes Sociais, Rumores, Sistemas Operacionais, Utilitários.

1voto  

Quem diria que, ao apagar das luzes de 2010, poderíamos dizer que, depois de mais de dez anos, alguém teria tirado a supremacia do Google. Pois esta foi apenas uma das surpresas de um ano que virou de pernas para o ar o mundo da tecnologia. O ano que se despede foi, definitivamente, dominado pelas redes sociais, e tudo que se fez e se disse foi pensando nelas. Ou para elas. Não foi à toa, assim, que Mark Zuckerberg foi eleito, e com razão, o homem do ano – ninguém foi mais ousado e empreendedor que ele. Nem mesmo Biz Stone e Evan Williams, os sócios criadores do Twitter. Zuckerberg está tão na crista da onda que o filme que o tem como personagem principal – “A Rede Social”- pode acabar abocanhando, com louvor, até mesmo o Oscar de melhor filme. Pois é: os nerds estão no poder. Melhor: os hackers estão dando as cartas de novo.

O Facebook foi o melhor de 2010. Primeiro porque fez com que o Google comesse um pouco de poeira, feito que muita gente de peso tentou alcançar durante muito tempo – até lendas como Steve Jobs e Bill Gates. O Facebook foi uma grande aula para a empresa criada por Larry Page e Sergey Brin, que chegaram a apostar no Orkut como ferramenta de congregação de pessoas no ciberespaço. Não o foi por motivos vários, dentre eles o fato de ter permitido a mistura de culturas diferentes – o que o Facebook não faz. O brasileiro, com seu jeito espontâneo e “entrão”, não incomoda os americanos, nem o russo ou o norueguês impõem seus idiomas dentro da rede. Outro segredo do Facebook, muito bem exposto no filme, é a capacidade que ele tem de fazer as pessoas se sentirem dentro de uma área exclusiva, para a qual é preciso pedir acesso. E quando não têm essa permissão, simplesmente não podem visualizar o perfil alheio. Simples, mas eficiente.

Único capaz de ofuscar o brilho de Zuckerberg, Julian Assange, o porta-voz e homem forte do movimento Wikileaks, tinha mérito para tal – mas ainda não chegou sua hora. Mesmo porque Assange não está sozinho nesta louca aventura que foi desafiar o status quo e divulgar segredos de inúmeras caixas-pretas diplomáticas. O que o Wikileaks mostrou foi apenas a ponta do iceberg – muito mais virá e, quem sabe, Assange não possa vir a levar o título de Homem do Ano em 2011.

O ano foi, assim, definitivamente, marcado por grandes feitos de grandes hackers. Mas também foi o ano em que uma figura para lá de conhecida roubou – mais uma vez – a cena. Mesmo doente, Steve Jobs virou pelo avesso o mundo dos gadgets ao lançar o iPad, um aparelho sem o qual qualquer um poderia viver. Mas que é capaz de transformar um adulto em bobão alegre sonhando com mais um brinquedinho com uma maçãzinha estampada nas costas.

Depois dele, o mundo dos jornais nunca mais será o mesmo. E já começa a correria pela melhor versão online de revistas, livros e periódicos. Tudo culpa de uma empresa que, ao mesmo tempo em que lançava um revolucionário equipamento para leitura digital, era capaz de desovar no mercado um aparelho caríssimo que saiu de fábrica com um defeito tolo. Sim, o iPhone 4 podia ter dado muito errado – o defeito na antena existe e só não incomoda mais porque as operadoras acabam levando a culpa pela queda no sinal. Mas quem tem um exemplar e não usa capinha sabe muito bem que há uma perda de sinal quando a mão insiste em segurar o aparelho pela ponta do lado esquerdo.

Bem, mas não fez a menor diferença e o iPhone vendeu como água, de novo. E as filas que ficavam restritas aos Estados Unidos começaram a aparecer por aqui também. O que demonstra – de novo – que nenhuma empresa do planeta é capaz de lucrar tanto em cima da falta de aparelhos suficientes para suprir a demanda como a Apple. Querem um exemplo simples? Quando lançado no Brasil por Vivo e TIM, o e-reader Samsung Galaxy Tab, único rival de peso para o iPad, já estava em falta. Sim, a Samsung teve problemas graves para entregar a quantidade encomendada pelas operadoras. Mas não soube lucrar com as filas.

O Galaxy Tab, aliás, foi uma agradável surpresa. Só não é perfeito porque demanda uma linha própria de voz, ou seja, mais uma conta de celular. Mas é essa Coca Cola toda e muito mais. Rodando a última versão do Android, o Tab é estável, confortável, bom de pegada, parrudo (processador de 1 GHz), completinho, excelente leitor digital que poderia, também, tomar facilmente o lugar de um netbook. Ou seja, ou a indústria de smartbooks e netbooks surpreende bastante em 2011 ou aparelhinhos como o Galaxy Tab tomarão para si a preferência dos usuários. E nem falamos aqui do iPad porque tudo o que sai das mãos de Jobs vira sonho de consumo imediato.

Este também foi o ano do Twitter – como 2009. A rede cresceu – já tem mais de 110 milhões de usuários – apareceu e virou notícia e fez notícias aparecerem. Os chamados Trending Topics viraram sonho de consumo de pessoas e empresas e os brasileiros mostraram que têm criatividade suficiente para manter o país no topo de tal lista durante uma longa semana. Foi o caso do movimento #CALABOCAGALVAO, uma tacada de mestre. Também não dá para esquecer o #JoseMayerFacts e o #DilmafactsbyFolha – todos movimentos legítimos e espontâneos que mostram como cada usuário já pode fazer diferença quando ganha uma ferramenta para tal.

Que não sejamos ingênuos, no entanto, de achar que o cidadão comum enfim domina a internet. Nunca estivemos tão à mercê de poucas empresas como agora, quando redes como Facebook ou Twitter se tornam página inicial e ponto principal de acesso. Por isso, 2010 foi o ano em que o pai da WWW, Sir Tim Berners-Lee, anunciou sua preocupação quanto ao rumo que a Web está tomando. Em 2011, veremos mais pracinhas virtuais nascerem e mais internautas – principalmente das classes sociais emergentes – se conectarem à ampla rede de conversação que já se alastra pelo planeta. Afinal, se o Facebook tem mais de 500 milhões de usuários, ele já é um dos países mais populosos do planeta. Estamos vivendo a efervescência do nascimento dos países digitais. Uma realidade com a qual precisaremos aprender a conviver.

O ano de 2010 também foi marcado pela teimosia da Nokia em se manter fiel ao sistema operacional Symbian, e a perda de mando de campo no mercado de smartphones. O que não significa, no entanto, que ela tenha perdido também sua importância no mercado de aparelhos de entrada, os chamados low end. O Android, contando com um rol invejável de apoiadores, dominou o mercado em 2010 e também deve fazê-lo em 2011, e não é preciso usar uma bola de cristal para prever isso. Ah sim: a Nokia lançou o modelo N8, uma grata surpresa com saída HDMI e câmera de 12 megapixels que, no entanto, além de ter enfrentado problemas para ligar (o que a gente testou nem deu sinal de vida) ainda mostrou que o Symbian não dá conta das inúmeras funções permitidas pelo aparelho.

Por último, 2010 foi o ano em que o Google errou e a Microsoft marcou um golaço. O Google errou com o celular Nexus One e com a “rede-aplicativo-congregador de funções” Google Wave, enquanto a Microsoft acertou com o Kinect, um troço tão incrível que faz com que todo o resto pareça mobília velha de filme de ficção científica da década de 80.

Afinal, o que aconteceu com o Google? Além de ter lançado um produto errado na hora errada – o Wave ainda precisa ser revisto antes de ser relançado, se o for – perdeu o posto de site mais visitado dos Estados Unidos para…o Facebook! Isso não significa que o Google não seja ainda uma potência – não deixará de ser tão cedo – mas que o internauta quer coisas, agora, que o Google não sabe mais oferecer. Ou sabe menos que alguém, o que era impensável até dois anos atrás. Precisava que um hackerzinho ambicioso desse umas voltas em alguns amigos para criar um local de congregação de pessoas que faça algum sentido – e para o qual elas desejem voltar todos os dias.

Sendo assim, em 2011 as redes sociais continuarão nos surpreendendo. E a tecnologia chegará ainda mais perto do homem comum. Que bom! Um excelente 2011 para todos!

Comentários (9)   

Wesley Moraes

Olá Elis,

Seu texto realmente define bem os destaques de 2010, uma grata surpresa que estou tendo o prazer de utilizar é o Samsung Galaxy S. Você já chegou a testá-lo?

Wesley Moraes - Itabuna-Bahia - 03/01/2011 - 10:37 - Responder no fórum

Flavio Xandó

De toda compilação de fatos o que mais me surpreendeu foi o Google ter perdido o primeiro lugar para o Facebook. Mas pensando bem isso é natural. Eu uso o Google entre 5 e 15 vezes por dia. Mas o Facebook acaba sendo algo carregado o tempo todo e toda hora tem refresh de informação, assim os page views vão às alturas. Mesmo com menos usuários que o Google o perfil de uso o faz ter menos acessos que o Facebook.

E eu não tinha pensado no ponto que você falou. Como para ver o perfil (mesmo o público) a pessoa tem que estar cadastrada no Facebook e para ver todos os dados apenas os amigos adicionados, isso confere uma aura de "local seguro", coisa que o Orkut por exemplo não tem. É como se fosse um encontro de amigos em um lugar comum e conhecido.

Ótimo resumo do ano!!!

Flavio Xandó - 03/01/2011 - 16:55 - Responder no fórum

lambgomesll

Vou postar a minha opinião para quem busca um smartphone bom e com preço aceitável. Ambos são bons, com algumas distinções que acabam por confrontar parte da coluna. Mas é apenas a opinião de um usuário.

É verdade que o Galaxi S é um notável smartphone, mas na minha opinião, não melhor que o Nokia C6.

É verdade também que ele é muito bonito, mas beleza não é tudo. É aí que vemos algumas diferenças que podem dar gosto ao usar o Nokia C6.

Os recursos que cada um ostenta são praticamente os mesmos, e a beleza do Galaxi S frente a praticidade do Nokia C6 não se pode comparar.

O Nokia C6 dá a impressão de um trombolho, mas depois de 3 quedas parece que foi muito bem resolvido, gostaria de ver como se sairia o Samsung Galaxi S. Alguém se importa de deixá-lo cair 3 vezes de uma altura de 90cm?

Tirando a beleza do Samsung, e a interface muito bonita, é ponto para o Nokia C6. Isso mesmo, o patinho feio é mais prático de usar, e o teclado acoplado no C6 complementa o teclado de toque, o que é muitíssimo bem vindo. Os acessos do C6 parecem ser mais intuitivos, e penso que ainda tem alguma coisa para a Samsung aprender com os grandes da telefonia.

Os(...)

lambgomesll - 05/01/2011 - 10:47 - Responder no fórum

t_batalha

Querer comparar o Samsung galaxy S com o Nokia C6 não dá.
Celular/ Smartphone de modo geral não tem como principal característica ser resistente a queda e catástrofes.
É normal que eventuamente acabe caindo 2/3 vezes no chão ao longo de 6 meses/ 1 ano. E normalmente a maioria resiste a essas quedas.

Mas dizer que o Nokia C6 tem basicamente os mesmos recursos que o Samsung galaxy s, isso não dá.
De modo geral em questão de "custo x benefício" até que o Nokia C6 não fica muito atrás do galaxy s, justamente porque o preço do samsung é um absurdo, e mesmo custando esse absurdo vende muito. Já o C6 tem justamente esse preço porque se colocarem mais 100/200 reais no preço dele ele não vende nada. O mesmo acontece com o N8.

Eu diria que esse ano em questão de celulares e smartphones, o destaque foi para as grandes que estavam apagadas, Motorola e Samsung. A Motorola apenas voltou a se confirmar como grande fabricante depois do sucesso do Milestone 1 em 2009/2010, no meio de 2010 até o final voltou a lançar novos e bons smartphones (Milestone 2, Defy e outros). Já a Samsung enfim se rendeu ao Android, e aconteceu o que todos já previam, vendeu muito;(...)

t_batalha - 05/01/2011 - 15:57 - Responder no fórum

lambgomesll

Diria que o C6 tem as mesmas funcionalidades e é até melhor.

Nunca vi ums sistema operacional tão confuso como o do Galaxi S.

Não consigo usar a internet sem passar pela porcaria do google, enquanto pelo C6 ele me abre automaticamente a opção de usar o buscador ou digitar o endereço na barra de endereços.

Orkut, Facebook, youtube, Myspace e outras "doenças" sociais estão presentes nas mesmas quantidades em um e outro. Só tendo os dois para trabalhar com grande quantidade de tempo para ver as facilidades de um e de outro.

Galaxi S = beleza, Nokia C6 = melhor e mais produtivo.

Obs, já começo a achar um erro ter adquirido o Galaxi S.

lambgomesll - 07/01/2011 - 08:57 - Responder no fórum

jluiz2

Não existe a menor chance de comparação entre o C6 e o SGS. Eu tive um iphone 3G 16GB por quase 2 anos que acabou dando problema no wifi e eu acabei pegando o Galaxy S. Posso dizer que não conheço celular que seja melhor que ele. Minha esposa que tinha um N97, acabou experimentando o meu SGS e o resultado foi mais um Samsung em casa. Agora achar o Android complicado e preferir usar o symbiam??? Enfim cada um com seu cada qual...

jluiz2 - Rio de Janeiro/RJ - 12/01/2011 - 00:58 - Responder no fórum

rafaeljc

Não há comparação entre SGS e C6!!!
Os concorrentes do SGS são outros.
Comparar celular pela sua capacidade de absorção de impacto?

O processador do C6 consegue rodar um jogo com este gráfico e qualidade?

http://www.youtube.com/watch?v=GUVUASeqB6I

O processador é mais lento, a resolução da tela é menor, o touchscreen do C6 é resistiva, a memória interna é menor, não filma em HD e ainda usa o SO symbian que é o ponto fraco da Nokia.

Seus pontos fortes são o teclado físico (mas o Swype do Android é muito bom) e o flash da câmera, fora isso, não tem o que comparar. O SGS ainda tem TV digital.

Tive um Nokia N97 e foi a pior compra que já fiz em anos!!!!
Uma droga de celular, travamentos constante, páginas da web que não carregava, atualizei e não resolveu, o celular reiniciava a todo momento.

Procurando informações sobre o C6 pra não falar besteira, achei isso:
Matheus
17 Janeiro 2011 @ 17:31
bem ja tenho o meu faz ums 4 meses mais ou menos ate o sugundo maes ele travava muito mas fiz a atualização atraves so sofwer da ovi e ele paro de bugar so tem ums probleminhas no gps q trava mas fora isso to perfeito

Então, ainda acho que a culpa é do(...)

rafaeljc - Curitiba-PR - 21/01/2011 - 11:45 - Responder no fórum

Jeovaneto

Só não é perfeito porque demanda uma linha própria de voz, ou seja, mais uma conta de celular.

Eu ouvi dizer que, se você colocar um chip de modem 3G em um celular, é possível acessar a internet do mesmo jeito que se acessava no PC, mas não era possível efetuar ligações. Assumindo que isso fosse verdade, imaginava que isso também acontecesse com o Galaxy Tab.

O que eu ouvi dizer está errado ou o Galaxy Tab que é diferente?

Jeovaneto - Fortaleza - 24/01/2011 - 17:24 - Responder no fórum

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