Tenho passado mais tempo na rede social LinkedIn do que no Facebook. Ok, ok, o que isso tem de tão especial? Eu poderia estar simplesmente à procura de um emprego e aquela ser a minha rede-alvo neste momento. Poderia. Mas a resposta não é essa, não. Tenho ido mais à rede “profissional” porque simplesmente vejo um mundo de possibilidades ainda inexploradas naquele ambiente.
Imaginem o poder de uma rede que congrega amigos + ex-colegas de escola/universidade + profissionais que já trabalharam com você + pessoas que você admira e com as quais deseja aprender um pouco. Para mim é o suficiente. Não fosse o LinkedIn uma rede inteligente, que usa mecanismos de busca (para “oferta” de conexões) tão competente quanto o Facebook. E ainda casa com Twitter, Wordpress e vários aplicativos que fazem com que a página inicial do usuário seja um paraíso para quem estuda o comportamento online do ser humano.
O LinkedIn cresce a cada dia e já passou dos 70 milhões de usuários, sem nem precisar apelar para grandes polêmicas. Ela simplesmente está lá, ganhando adeptos porque é eficiente. E isso para mim é o bastante. Tenho feito excelentes contatos, reencontrado velhos conhecidos de trabalho e descoberto o que foi feito de cada profissional com o qual já trabalhei em vários locais pelos quais passei.
O que me agrada mais é que a rede não se desvirtuou – e espero que isso não aconteça. Quem está lá tem objetivos específicos, ou pelo menos uma meta clara – fazer networking. E isso o LinkedIn propicia, e muito bem. Dia desses, achei um executivo que foi presidente de uma grande empresa muito famosa no passado. Eu o conhecia porque fui convidada para uma viagem e ele foi meu companheiro de avião; cheguei a entrevistá-lo e esses dias, passeando pelo LinkedIn, fui procurá-lo, só de curiosidade. E ele estava lá, assim como muitos executivos, inclusive presidentes de grandes empresas. E não só me conectei a ele como pude descobrir o que ele anda fazendo agora. Ou seja, neste caso descobri mais uma função do LinkedIn: saber o rumo profissional das pessoas, o que também ajuda a aplacar a minha curiosidade.
O LinkedIn é muito diferente do Facebook na medida em que não mistura amigos, mas monta conexões que podem ser usadas para colocação/recolocação profissional e relacionamentos que vão além do bate-papo. Mesmo quando se forma grupos, eles são criados para discussões profissionais, nunca para fofocar sobre o cabelo da Ana Maria Braga ou sobre as peripécias da modelo/torcedora que guarda os celulares entre os seios.
Não estou dizendo que a rede é perfeita nem que alguns grupos não possam vir a ser criados com intuitos diferentes dos que eu busco. Mas eles não chegarão até mim se assim eu o desejar. Simples assim. Até pouco tempo, o LinkedIn ainda estava em inglês e, por isso, focado num público que fala ou escreve em inglês e que gostaria de ter contato com pessoas no exterior TAMBÉM. Depois que ganhou uma versão em português, o LinkedIn começou a receber uma enxurrada de novos usuários que passaram a publicar seus perfis no idioma nativo e se linkar a outras pessoas no Brasil e no exterior.
Já encontrei colegas de universidade, de empregos anteriores, de grupos de trabalhos voluntários que realizei, e até o momento não tive nenhum incômodo com o serviço. Muito pelo contrário: ele é simples, direto, e traz de quebra uma aplicação que chamava muita atenção no início do Orkut: a possibilidade de se escrever depoimentos sobre outrem. Mas que fique claro: no LinkedIn, os depoimentos são profissionais: quando escreve alguma coisa sobre alguém (a chamada “Recomendação”), você avaliza o nome daquele profissional, dando a ele uma credibilidade maior. Quanto mais o número de recomendações, melhor. E para quem deseja manter relacionamentos profissionais, quanto maior o número de conexões, maior o número de possibilidades.
Outra vantagem do LinkedIn é a quantidade de aplicativos que ele traz a reboque, que potencializam o uso da rede de maneira bem agradável. Eu, por exemplo, instalei um serviço que me avisa sempre que as empresas nas quais eu trabalhei ou com as quais mantenho contato (agora, como consultora) aparece em menções, discussões e em reportagens publicadas na Web. Seria algo como um Google Reader dentro da minha página inicial. Também há a possibilidade de se instalar o Twitter dentro do mesmo ambiente (eu optei por não fazer), além do Wordpress, o que faz com que minhas conexões possam ler meu blog Telefonia etc direto do LinkedIn.
Também gosto muito da possibilidade de receber as atualizações dos contatos, que no LinkedIn é feito de modo muito discreto. E se a pessoa está procurando um emprego, o serviço pode ajudar, através do cruzamento de conexões. Nas buscas feitas dentro da opção “Empregos/localizar empregos”, caso um contato em comum trabalhe naquela empresa que está recrutando, o usuário pode pedir que este contato encaminhe o seu interesse pela vaga, o que facilita para a visibilidade do perfil por parte da empresa contratante.
Tenho pensado muito sobre o impacto que uma rede como o LinkedIn pode ter nas empresas, principalmente nas áreas de RH destas. E a sensação é que as áreas de RH ainda são muito retrógradas e já poderiam estar tirando partido de uma rede como esta para recrutamento de pessoal. Porque mais do que recrutar, o RH já pode receber feedbacks de pessoas com as quais aqueles candidatos trabalharam/se relacionaram. Se ele é bem recomendado, por exemplo, um diferencial ele deve possuir. Isso muda tudo nas relações de trabalho. Mas essa mudança é inexorável.
E se muitos têm se preocupado com os riscos que redes como Facebook e Twitter trazem para os empregados (as empresas estão de olho no comportamento dos funcionários em redes públicas), por ser mais discreto e focado, o LinkedIn pode revelar um lado mais sério dos candidatos. Fora o mundaréu de possibilidades que uma rede como essas traz para uma empresa. É possível formar grupos de funcionários para debater assuntos profissionais em comum; recrutar novos profissionais; formar grupos de stakeholders para discussões públicas em torno de assuntos gerais; ficar de olho no que a concorrência tem feito e por aí vai.
Os 70 milhões do LinkedIn são apenas o início. Caso a rede não se desvirtue (batendo na madeira), o potencial é muito grande. Afinal, nem todo mundo está em busca de bate-papo. Muitos só querem se conectar profissionalmente, pensando em futuras oportunidades.
|
|
Redes sociais
Comentários (5)
arturaragao
Eu adoro esta comunidade.
Se deseja fazer networking, encontrar seus amigos e colegas antigos de trabalho e quem sabe familiares também, este é o local.
Recomendadíssimo.
arturaragao - Brasil / Rio de Janeiro - 20/07/2010 - 21:16 - Responder no fórum
arqmarcel
Excelente rede social para contatos de trabalho e discussão de assuntos relevantes.
Um avanço e tanto em relação à bagunça q se tornou o Orkut e ao excesso de bugigangas do Facebook, apesar destes dois terem outros objetivos.
arqmarcel - Belo Horizonte/MG - 24/07/2010 - 20:30 - Responder no fórum
chantinon
Já uso a um bom tempo. Como você só pode cadastrar quem você realmente conhece (pelo menos na versão free), isso ajuda a ser um bom parâmetro para quem é de RH.
Uma nova rede nacional que acredito irá fazer muito sucesso é o INDICA:
http://www.indica.com.br/
A internet é feita sacadas legais e outras totalmente fúteis... você escolhe o mundo que quer viver (Uma pena é que a maioria sempre cai para o lado bobão)
chantinon - 25/07/2010 - 11:54 - Responder no fórum
speedtouch
Engraçado, eles fazem um alarde de lançamento para um produto defazado, já que nos EUA tem a nova versão FreeAgent Theater+(plus), com upgrade na leitura de arquivos e saida de vídeo HDMI!
Que pode ser visto aqui por 99 Obamas http://www.seagate.com/www/en-us/produc ... ater_plus/
Para mim isto é desencalhar produto que não vende mais lá fora
Somos (Brasil) mercado ignorado, em todos os âmbitos veículos, equipamentos eletronicos(salvo excessões), etc.
VIVA A LISARB
speedtouch - Sorocaba - 05/08/2010 - 10:37 - Responder no fórum
arturaragao
????????????????????
arturaragao - Brasil / Rio de Janeiro - 05/08/2010 - 12:49 - Responder no fórum
