Agora que está todo mundo lançando celulares rodando sistema operacional Android, o que não falta é concorrência para o Samsung Galaxy, lançado no Brasil já há alguns meses. Mesmo assim, ele é uma ótima opção para quem procura um aparelho simples e deseja conhecer o sistema operacional que leva a marca do Google – pelo menos como capitão do time que trabalha em prol do desenvolvimento de aplicativos para rechear este aparelho e outros que estão chegando por aí.
Assim que peguei o Galaxy (emprestado pela TIM), fui logo fuçar o sistema porque tinha ficado sem contato com o Android desde que testei o G1, primeiro aparelho do mercado rodando Android que foi lançado por uma força-tarefa Google/HTC/T-Mobile.
Foi uma boa surpresa: o sistema melhorou muito, dá para ver logo de cara. A integração com os serviços do Google continua sendo a mola propulsora dele, o que facilita muito porque não há quem não use um Gtalk, um Gmail ou até mesmo a ferramenta de buscas do Google. Partindo disso, o Galaxy é uma mão-na-roda porque facilita muito o acesso a estes aplicativos. Uma evolução em relação ao G1 é que agora o sistema, assim que recebe login e senha Google, carrega até os contatos automaticamente. Isso poupa um trabalhão na hora da importação das listas.
Outra coisa muito legal é o acesso direto ao Google Maps (através do GPS integrado do Galaxy), que traça rotas com muita facilidade. Junto, o aparelho traz a função “Street View”, serviço de captura de imagens de ruas e avenidas, novidade que pode ser uma grande diversão para quem curte GPS e para os perdidos que precisam de orientação em suas andanças pelas cidades.
O recurso ainda está sendo implantando no Brasil aos poucos – foi lançado no início do ano nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. No exterior, ele já está fazendo o maior sucesso. E para quem usa Android o Street View vai cair muito bem. O Street View, diga-se de passagem, vale uma coluna à parte e quem quiser conhecer o serviço pode acompanhar muita coisa legal em http://www.googlestreetview.com.br/.
Tudo o que envolve, portanto, o mundo Google o Galaxy resolve bem, mas também não faz feio nas outras funções. O Samsung Galaxy tem uma tela confortável de 3.2”, AMOLED, capacitiva, e com resolução de 320 x 480 pixels com 16 milhões de cores. O legal é que a tela pode ser usada sob o sol sem prejudicar a leitura, isso por conta do sensor de luminosidade que altera o brilho da tela automaticamente – no iPhone, por exemplo, é quase impossível ler no sol.
A câmera é de 5 megapixels e não só faz fotos como grava vídeos. E vale ressaltar que o aparelho tem um flash LED que funciona muito bem, podendo substituir uma câmera digital sem muitos problemas.
Acho que a Samsung ainda ficou devendo – o touchscreen ainda é meio duro. Resistivo é uma coisa – duro é outra completamente diferente. Mas o que o Galaxy perde em agilidade ganha em praticidade – a Market Store (loja da Google nos moldes da App Store) é um sonho, e é tudo de graça. Imaginem entrar num supermercado de delícias e poder levar todos os itens para casa? É bem por aí…
Para navegar entre as funções, o Galaxy oferece um botão de navegação, que é diferente de um TrackBall. Mas para quem já é íntimo do touchscreen, os dedos ainda são a forma mais confortável para navegar no aparelho. Na carcaça do aparelho há dois botões (lateral direita) e botões frontais para “voltar” para a função anterior e outro para “voltar” para a tela inicial. Há ainda um botão na lateral direita que serve para abrir opções dentro dos aplicativos – o usuário vai precisar muito dele.
Voltando ainda à questão do touchscreen, quem está acostumado com o iPhone pode estranhá-lo bastante (foi o meu caso).
Mas eu também estranhei o touchscreen do Nokia N97 simplesmente porque, repetindo pela milésima vez, ainda não encontrei um aparelho que tenha uma tela touchscreen tão confortável quanto a do iPhone (e talvez não exista mesmo). Quem usa qualquer outro celular, no entanto, vai achar o máximo aquela coisa de arredar as abas e abri-las quando interessar. Eu já tinha essa noção de interface na cabeça porque ela não mudou nadinha desde a primeira versão do Android. Na verdade, muitas marcas têm explorado o uso dos “Widgets arrastáveis”, designação que eu mesma criei.
E para que serve os tais widgets arrastáveis? Para a personalização da interface do aparelho, como a tela inicial e o menu de programas. Assim, joga-se um aplicativo de lá para cá com muita facilidade e, quando o usuário quiser escondê-los, a aba retrátil está lá para tal. Isso vai ser muito útil depois que o usuário descobrir as delícias da loja Market e começar a baixar duzentos mil aplicativos para incrementar a experiência com o aparelho. Enquanto está dentro da Market (acessível através da conta Google), o usuário vai baixando os programas e pode continuar escolhendo outros, já que, assim como no iPhone, o download é feito em segundo plano.
A diferença é que quando seleciona um programa para baixar no iPhone o usuário é “jogado” à tela inicial e precisa voltar à App Store, dar um “voltar” na categoria e continuar escolhendo os aplicativos. Sempre que quiser baixar um novo, vai ter de fazer uma visitinha à tela inicial. O que, cá entre nós, é muito chatinho. Pois no Android é possível continuar navegando dentro da loja de aplicativos sem sair de lá de dentro enquanto os downloads são executados. E sabem o que é o melhor de baixar um monte de coisas? O aparelho tem memória interna de 8GB, ou seja, não é o supra-sumo, mas quebra o maior galho. Fora que aceita expansão de memória e está resolvido o problema de onde guardar os programas todos.
Meu amigo Nick Ellis, dono do excelente blog “Digital Drops” <www.digitaldrops.com.br>, blog que admiro muito, elegeu como função favorita do Galaxy a “Window Shade”, aquela que permite que com um simples toque apareça na tela todas as notificações de atualizações – mensagens de voz e de texto, calendário, chamadas perdidas e outros updates.
Quanto à conectividade, o Samsung Galaxy traz aquilo que todos celulares high end têm de ter – tem Wi-Fi, é 3G, traz Bluetooth, além do GPS que já comentamos. E o preço não é dos piores (R$ 1.399, mas o custo varia conforme a operadora e o plano, como é de costume).
Confesso que senti falta DEMAIS de ter na tela do aparelho as minhas redes sociais mais usadas (Facebook e, vá lá, a rede de microposts Twitter). Nesse ponto o N97 da Nokia, concorrente direto, é muito mais amigável. Aceita tudo (apesar de eu não ter gostado muito da versão Symbian do Facebook nem do aplicativo de Twitter Gravity, a solução que testei para Symbian). Mas há amigos que baixaram o Tweetie e gostaram muito, apesar de ele não ser free, pelo menos em sua versão 2.0.
Quem quiser usar emuladores de Word, Excel e Powerpoint vai ter de baixar alguma coisa da Market, porque não há programas pré-instalados que façam as vezes de Office. A dica é o Documents to Go, que não é gratuito. A boa notícia é que já foi anunciado que o Office 2010 vai ser compatível com o Android, o que pode resolver o problema de quem daqui para frente resolver se aventurar com o novo sistema.
O mercado está agitadíssimo com os novos sabores de Android – a CES 2010, que acabou de acontecer em Las Vegas, EUA, também foi palco para lançamentos de aparelhos rodando o sistema preferido do Google.
E não há marca mais animada que a Motorola – e é justamente sobre a efervescência do Android que eu quero falar na próxima coluna. Até lá!
|
|
Redes sociais
Comentários (25)
Shion Apolo
Esta custando 519 US$ nos USA como estou indo para la mes que vem penso em comprar um, mas vou de Google Phone por esse preço. US$ 530
Shion Apolo - Monte Olimpo - 11/01/2010 - 16:08 - Responder no fórum
danborken
Bom Elis, sentiu falta do Facebook ou orkut? Poderia testar o Motoblur que vem no Motorola Dext vendido pela a Claro ou o Motorola Backflip que vai ser lançado pela a Vivo. Ambos estão com o Android, enfeitado com a interface Moboblur, que garante integração total as redes sociais. É muito legal você associar os seus contatos do telefone com os contatos do Facebook ou Orkut, com fotos sempre atualizadas, email configurado, data de aniversário pra você lembrar e muito mais. Fora outros recursos. Nunca tive um motorola, mas quando vi este na loja, me encantei.
danborken - 11/01/2010 - 16:45 - Responder no fórum
danborken
Post duplicado. Desculpe. Moderadores, por favor, apaguem.
danborken - 11/01/2010 - 16:46 - Responder no fórum
Pedro_Gaucho
Elis, faz um review do Motorola Droid, que é maior sucesso... tem a nota mais alta do GSM ARENA, site que é dos mais respeitados do mundo em GSM... usa o Android 2.0
Pedro_Gaucho - 11/01/2010 - 18:52 - Responder no fórum
T-Rodman
comecem a separar o "Droid" do "Milestone" na cabeça e na prática, porque o Milestone vendido no Brasil é multitouch (tem a pinça da apple), enquanto por razões mercadológicas, o Droid, vendido nos EUA, não tem multitouch.
E tem um monte de reviews pipocando agora, falando que o touch do Droid é ruim, que o iPhone ou o HD2 ainda é melhor e tal, mas se atentem a esse 'pequeno detalhe'.
T-Rodman - Jau/SP - 11/01/2010 - 18:57 - Responder no fórum
Pedro_Gaucho
T, vendo tua assinatura te pergunto o seguinte: possuo um 5800 e to P da vida que nada da nokia lançar o kinetic scrolling pra ele, na minha opinião é o único defeito do aparelho pro meu uso, só que cada dia me irrita mais o sistema de rolagem dele que além de não ser kinetico ainda por cima é muito mal feito... aí vendo os modelos disponíveis pra uma futura troca o único que realmente me chamou a atenção foi o Droid... como tu também tem ele, o que tu me diz em comparação com o 5800?
Pedro_Gaucho - 11/01/2010 - 19:23 - Responder no fórum
T-Rodman
A impressão é:
1) Cada dia que passsa, os celulares usam mais dados, e mais consomem a bateria por viverem conectados o dia inteiro.
2) Cada celular que vai ficando sem uso, vai usando menos recursos e a bateria vai durando mais. O 5800 é carregado 1x para cada 3 cargas que eu dou no Milestone. Mas mesmo assim, não dá pra voltar 'atrás' assim dizendo.
- tenho amigo que usava iPhone (eu usava o E71), depois comprou junto comigo o 5800 e mudou também junto comigo para o Milestone. E ele, como eu, concordamos que o negócio tá esquentando pro Milestone.
Esperamos bastante coisa na versão 2.0.1, pois hoje o Milestone ainda tem uns bugs chatos, mas contornáveis. Tem muito programa gratuíto que zoa o celular. E cada programa desses acaba fazendo com que o consumo aumente cada vez mais, pois a maioria usa rede de dados ou GPS para fazer alguma coisa.
Milestone ou mesmo o iPhone 3GS não tem graça sem plano de dados. Se for ver, nem o 5800 nem o E71 também não faz quase nada sem dados.
Com Fring, Gmail, Gtalk, widgets para Facebook, orkut e Twitter, esses celulares ficam cada vez mais interessantes. E a interatividade melhora nos 'droid-based phones'. Mas(...)
T-Rodman - Jau/SP - 11/01/2010 - 21:25 - Responder no fórum
Pedro_Gaucho
ok sendo mais específico, a usabilidade do Milestone é melhor que a do 5800 para chamadas, messaging e navegacao na internet?
Pedro_Gaucho - 11/01/2010 - 22:09 - Responder no fórum
