Primeira coluna de 2012. Começo de ano, época de faxina e de “dar uma geral” na máquina. Inclusive, naturalmente, verificar os aspectos de segurança, campo no qual eu sou escrupulosamente cuidadoso. Como a licença de meu software de segurança, o ESET, estava por vencer, decidi renová-la. E no processo de renovação descobri que havia uma versão nova – e mui interessante. Tão interessante que me levou a escrever esta coluna.
Sou do tempo em que para garantir a proteção da máquina bastava instalar um programa antivírus, fazer uma varredura completa logo após a instalação para garantir que a máquina não estava infectada e, depois, tomar o cuidado elementar de submeter ao escrutínio do referido programa antivírus cada disco proveniente de fonte não confiável porventura inserido no acionador de disquetes antes de ler qualquer arquivo ou instalar qualquer programa do dito disquete. Era o suficiente, posto que a única forma de propagação de vírus então conhecida era via disquetes contaminados. O único problema era manter em dia a “biblioteca” ou “dicionário” de vírus, um arquivo com as “assinaturas” ou trechos de código característicos dos vírus conhecidos. Isto porque na época ainda não havia Internet.
Pois foi justamente com a Internet que as coisas começaram a se complicar. Ela facilitou a atualização da proteção, é verdade, mas abriu um novo – e poderosíssimo – canal para propagação de vírus.
Tão poderoso que graças a ela o assunto “segurança” se tornou crítico. Primeiro porque mais e mais formas de contaminação foram surgindo, seja via conexões a outras máquinas (pela Internet, por redes domésticas que começaram a se popularizar, por transmissão de informações sem fio tipo WiFi, Bluetooth e quejandas), seja via dispositivos externos (discos de memória tipo “pen-drive”, discos rígidos externos, telefones espertos e mais um monte de coisas que podem ser conectadas nas portas USB, IEEE 1394 e assemelhadas). Depois, porque a imaginação criativa dos crápulas que desenvolvem programas mal intencionados não tem limites e os vírus passaram a ser apenas mais uma – e, definitivamente, não a maior – fonte de preocupação: vieram os cavalos de Troia, vermes, programas espiões, ameaças embutidas em mensagens de correio eletrônico aparentemente inocentes, enfim, um monte de lixo virtual que deu origem a uma categoria específica de software, a dos programas mal intencionados ou “malwares”. E criou um novo – e pérfido – campo de conhecimento denominado “engenharia social”, um nome sofisticado para designar meios sórdidos de manipular pessoas, enganando-as e induzindo-as a contaminar suas máquinas enquanto acreditam que estão usando material seguro.
Em resumo: para garantir a segurança de sua máquina e impedir vazamento de seus preciosos dados – inclusive senhas bancárias e coisas do mesmo nível de confidencialidade – já não basta um programa antivírus. É preciso muito mais que isto. É preciso um “pacote de segurança”.
E é aí que entra o ESET 5.
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Comentários (22)
cbm
Piropo,
Eu ainda acredito que o melhor antivírus é ser cauteloso e estar bem informado para utilizar a internet.
Os programas de proteção são uma faca de dois gumes, o usuário desinformado e inexperiente acha que está super protegido com um programa de proteção e sai clicando tudo que seja porcaria que lhe apareça na tela.
Abraços,
Caio.
cbm - 02/01/2012 - 19:17 - Responder no fórum
cristianoportela
pior: não adianta pôr anti-vírus no pc e não atualizar o windows, pq o av não trabalha sozinho. adicionalmente, aquela peça que fica entre a cadeira e o teclado precisa evitar comportamentos de risco. pessoalmente, já usei várias soluções e cada uma delas tem algo que me aborrece. por exemplo:
- mcafee: esse ... simplesmente impede o uso de uma simples webcam por padrão. certa vez, descobri que bloqueava até a atualização automática de hora, até que me liguei que deixava passar alguns vírus, além de dar alguns bugs que desabilitam completamente a internet e só resolve removendo e instalando ele de novo;
- symantec: larguei de mão no tempo em que era conhecido como Balaenoptera musculus (baleia azul). hoje, não usaria novamente, mas o hábito de ficar amolando com as barras de ferramentas que instala não me agrada;
- trend: tem no trabalho. só pega cookie. para os que gostam de biscoito, serve. para os outros, não;
- panda: esqueci o nome do arquivo, mas tem um vazamento de memória dele e não resolvido já a muitos anos que simplesmente desabilita um componente. funciona, mas faz alarde com cookie;
- kaspersky: descobri a algum tempo que a versão em(...)
cristianoportela - Santa Maria - RS - 03/01/2012 - 07:16 - Responder no fórum
B.Piropo
Infelizmente não dá mais para proceder assim.
Eu sou extremamente cuidadoso, me mantenho razoavelmente informado, não abro qualquer tipo de executável que não conheça a fonte e faço tudo aquilo que costumo recomendar aos leitores que façam para preservar a segurança.
Pois bem: ainda assim já aconteceu de ser surpreendido com uma das janelas vermelhas do ESET informando que tal ou qual ameaça foi bloqueada.
É verdade que acontece muito raramente.
Mas já aconteceu.
E, se você pensar bem, a frequûencia não importa: basta uma vez para que a vaca vá para o brejo.
Você pode até preferir outro programa.
Mas ficar sem nenhum, definitivamente, não recomendo.
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 03/01/2012 - 10:33 - Responder no fórum
B.Piropo
De acordo.
O melhor ainda é o bom senso.
O problema é que ele, sozinho, não resolve...
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 03/01/2012 - 10:35 - Responder no fórum
cristianoportela
verdade. para ter um mínimo de segurança, o usuário tem que pensar a coisa como um todo e atualizar tudo o que tem no pc, mesmo que não usa (e se não usa, remova). pior: depois que a ms obrigou a usar a versão que simplesmente não conecta, mas que é a única que permite o uso, muita gente trocou o nr da versão que usava antes e isso faz com que as versões anteriores funcionem perfeitamente. mas essas versões tem bugs e essas pessoas ficaram na encruzilhada de usar a versão que simplesmente não conecta e apelarem para os clones. e eu fui um desses. no trabalho, o msn novo não funciona nem com banda de música, mas o pidgin e outros clones funcionam sem problema algum. só que ai algumas funcionalidades não funcionam (ou a grama mudou de cor e o burro morre de fome) e elas voltam para a versão com bugs que permitem invasão, mas que conecta
pior: algumas pessoas ainda tem a ideia boba de que é só rodar o sistema como usuário restrito que não tem problema algum. e pior é que tem e elas não se tocam, especialmente se o pc está em rede
s
cristianoportela - Santa Maria - RS - 03/01/2012 - 12:02 - Responder no fórum
B.Piropo
Desculpe revelar a profundidade abissal de minha ignorância, mas o que você quer dizer com
"a versão que simplesmente não conecta" ?
Não consegui entender... (é sério, não entendi mesmo)
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 03/01/2012 - 18:19 - Responder no fórum
cristianoportela
bem, não sei se consigo explicar, mas aparentemente, a ms fez um péssimo trabalho nos beta-testes das versões mais recentes do msn. a versão 2011 é uma dessas. não tenho a exata versão agora, pois em casa eu mantive o msn 14 (com o número da versão editado para versão 99) por algum tempo e depois simplesmente substitui pelo pidgin por motivos de segurança, mas posso confirmar amanhã no trabalho. desde muito tempo atrás, o msn segue a configuração do Internet Explorer para conectar. no trabalho, usamos um proxy com autenticação por usuário e simplesmente não adianta alterar configurações do IE ou setar proxy manualmente que o msn 2011 simplesmente não conecta. fica rodando e rodando e não conecta. não lembro mais o código de erro, pois desisti dele a tempos, mas posso conferir, se for o caso. muito pior: o problema é mais comum nos que usam Vista e Seven e usam proxy com autenticação, mas também acontece com os que não usam proxy. como puro palpite, alguma coisa na área que faz a integração entre a configuração de rede do IE e do msn tem problemas sérios e a ms ainda não se deu conta. detalhe: com o pidgin e todos os outros clones do msn que eu(...)
cristianoportela - Santa Maria - RS - 03/01/2012 - 19:50 - Responder no fórum
B.Piropo
Ah, desculpe, vc se refere a versões do MSN.
Pelo contexto eu imaginei que se tratasse de versões de Windows, e não conseguia entender sua dificuldade de conexão.
Eu não uso o MSN - na verdade, uso, porém muito raramente - e nem me tinha dado conta desta dificuldade.
Obrigado pela resposta.
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 04/01/2012 - 13:41 - Responder no fórum

