Os que leem regularmente minhas colunas aqui neste ForumPCs já sabem do que se trata, posto que anualmente eu divulgo a relação dos galardoados e seus feitos científicos. Mas para os que não sabem, um esclarecimento: o Prêmio Ig Nobel, assunto desta coluna, não é uma invenção minha nem papo de meia dúzia de desocupados. Muito pelo contrário: é uma contrapartida a seu quase homônimo Prêmio Nobel, e também concedido por uma organização séria, denominada Improbable Research, cujo conselho editorial – responsável pela escolha dos premiados – é constituído por cinquenta membros, quase todos cientistas dos quais a maioria ostenta títulos de mestrado e doutorado e diversos foram honrados com a premiação do galardão concorrente, o próprio Prêmio Nobel.
A organização edita uma revista que é publicada tanto em papel quanto digitalmente, na Internet, a “Annals of Improbable Research” que reproduz pesquisas científicas originalmente divulgadas em respeitabilíssimas publicações médicas, científicas, técnicas e acadêmicas. São pesquisas sérias e o único critério usado para selecioná-las – assim como para escolher os vencedores do Prêmio Ig Nobel – é que sejam pesquisas que “primeiro nos façam rir, depois pensar”. Que, aliás, é o mote da organização (cujo logotipo aparece na figura acima, obtida no sítio da organização) e a definição oficial do que vem a ser uma “Pesquisa Improvável”.
A concessão da honraria é decidida pelo conselho editorial, a divulgação dos escolhidos é feita na mesma época em que a instituição análoga, a Academia Sueca de Ciências divulga os contemplados com seu próprio prêmio, o Nobel e, já há duas décadas, a entrega do prêmio Ig Nobel aos merecedores da honraria é feita com toda a pompa e circunstância no auditório da Universidade de Harvard, o Sanders Theatre, recebendo os laureados seus prêmios das mãos de autênticos ganhadores do Prêmio Nobel.
A cerimônia de entrega do Ig Nobel Prize deste ano foi realizada no dia 29 de setembro passado e na próxima coluna voltaremos a ela, posto que a cerimônia por si mesma mereça toda uma série de colunas (mas serei misericordioso e dedicarei a ela apenas alguns parágrafos, não se preocupem).
Isto posto, vamos ao que interessa: os laureados pelo Ig Nobel 2011 nas primeiras cinco de suas dez modalidades.
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Comentários (9)
cristianoportela
pior é que o de química até tem fundamento para um povo: os surdos-mudos. para estes, alarmes visuais funcionam, mas só funcionam se eles estiverem acordados. mas se estiverem dormindo, pode estar fazendo o barulho que for que não acordam. verdade, existem alguns meios alternativos, mas não sei se funcionam no caso de incêndios. mas não sei, já provei wasabi e não achei um cheiro forte não. se bem que a concentração como tempero deve ser muito diferente do que na concentração spray (mas francamente, esse negócio tem um gosto fortíssimo)
s
cristianoportela - Santa Maria - RS - 11/10/2011 - 20:12 - Responder no fórum
Kinsons
Caro Piropo,
O ano, no texto abaixo, está correto?
"Isto posto, vamos ao que interessa: os laureados pelo Ig Nobel 2001 nas primeiras cinco de suas dez modalidades."
Kinsons - Salvador - BA - 11/10/2011 - 22:03 - Responder no fórum
B.Piropo
Claro que não...
Obrigado pelo aviso, já corrigi no original.
Sem gente atenta como você fica difícil, se não impossível, manter no ar uma coluna isenta de erros.
Mais uma vez, obrigado
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 12/10/2011 - 08:42 - Responder no fórum
B.Piropo
O problema do wasabi não é o cheiro, que ele quase não tem.
É outro tipo de sensação, denominado "pungência"
(do Aurélio: pungente - adjetivo de dois gêneros... 3 -Derivação por metáfora: que desperta sensação física aguda, penetrante)
Não dá para descrever, mas é o mesmo tipo de sensação provocada pelo chamado "gás de pimenta" ou ainda do gás lacrimogêneo.
Inalar o ar de um ambiente onde foi disparado um jato do "spray" de wasabi há de ser uma sensação insuportável...
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 12/10/2011 - 08:51 - Responder no fórum
cristianoportela
pois é. e deve ser bem diferente na forma de spray, pq como tempero, em mim pelo menos não faz nada (exceto pela pungência ao ser ingerido. já inalado, como tempero, é o mesmo que nada). gás lacrimogênio conheço bem... quando estava no npor, um sargento frustrado (ex-tenente npor que abriu mão da patente para ir para a ESA) fez a gentileza de jogar uma granada de gás no alojamento. o bacana é que teve uma cara de gente esfregando os olhos e lavando o rosto (só para constar: é muito, mas muito pior mesmo se fizer isso) não tava no gibi. e arde mesmo...
mas olhando pelo lado "é melhor isso do que morrer queimado"...
s
cristianoportela - Santa Maria - RS - 12/10/2011 - 09:31 - Responder no fórum
jairovital
Piropo, acho que a imagem da página 2 no artigo está colocada por engano, uma repetição da mesma imagem da página 1, já que não há nenhuma indicação do texto a que você se refere nela. Esperei para ser corrigida antes. Como não ocorreu, vai, agora, um lembrete.
Parabéns pelo artigo. Aguardamos a continuação.
jairovital - 13/10/2011 - 13:24 - Responder no fórum
B.Piropo
Piropo, acho que a imagem da página 2 no artigo está colocada por engano, uma repetição da mesma imagem da página 1, já que não há nenhuma indicação do texto a que você se refere nela. Esperei para ser corrigida antes. Como não ocorreu, vai, agora, um lembrete.
Parabéns pelo artigo. Aguardamos a continuação.
Obrigado. E é claro que havia um engano (já corrigido).
Grato pelo aviso
{}BP
B.Piropo - Rio de Janeiro - 13/10/2011 - 14:17 - Responder no fórum
WesleyHolanda
Tenho que discordar do mestre Piropo no caso do Prefeito que passou com um tanque sobre o carro estacionado no local errado.
Quando, quase todo dia enfrento um engarrafamento e quase todos são ou causados ou piorados por motoristas parados em local inadequado, tudo que eu queria era um tanque daqueles.
Seria o céu.
WesleyHolanda - Garanhuns - PE - 14/10/2011 - 07:32 - Responder no fórum

